Sempre falamos que gosto é algo muito pessoal, mas é quase impossível não se encantar com o visual do S60. Durante nosso teste, o modelo, com a ajuda da cor da carroceria, chamou muita atenção por onde passou. O sedã, lançado no fim de 2019, conta com um poderoso conjunto mecânico híbrido de 407 cavalos, tração nas quatro rodas, lista de equipamentos primorosa e todo conforto e a segurança premium da marca. O ponto alto, como nos irmãos, é a luz de circulação diurna em LED, inspirada no Mjolnir - o martelo do deus nórdico, Thor.
A traseira também conta com iluminação em LED e segue o padrão apresentado no irmão maior, o S90. As lanternas têm formato em “C”, o que eleva a elegância do sedã. Por dentro, como é costume da marca, materiais premium e de extrema qualidade, como couro, alumínio, aço escovado e black piano. Tudo com acabamento perfeito.
Como um sedã médio premium, o espaço interno é generoso. O único porém, como de costume, é o assento do meio para quem vai atrás. Ele é basicamente para uso de emergência em razão do túnel central. Tirando isso, quatro adultos viajam com extremo conforto. Para um híbrido com motor traseiro, o porta-malas tem um tamanho excelente, com 442 litros.
A R-Design ainda conta com transmissão automática de oito velocidades, direção elétrica e tração e-AWD, pois o motor elétrico fica acoplado no eixo traseiro. Toda essa configuração permite uma aceleração de zero a 100km/h em 4,4s.
Por questões de segurança a partir da linha 2021, a Volvo limitou a velocidade máxima de toda a linha em 190km/h. Dessa forma, qualquer manobra é feita com extrema segurança, sejam ultrapassagens ou retomadas de velocidade, e os 407 cavalos e os 65 quilos de torque trabalham com vigor. Isso sem falar em todos os auxiliares de condução presentes no sedã.
Mesmo utilizando o motor a combustão para auxiliar na recarga do elétrico e com uma tocada mais esportiva, o S60 fez, em média, 7 km/l, número excepcional se olharmos a potência do sedã. Com a mesma forma de carregar as baterias, mas sem a utilização do modo Power, o consumo chega a bons 10 km/l.
O melhor dado durante o teste foi o com as baterias carregadas na tomada e utilizando o modo de condução Híbrido, no qual o carro equilibra a força entre os dois motores de acordo com a tocada. Neste caso, ele utilizou 5,7 litros de combustível para cada 100 km rodados, ou seja, impressionantes 17,5 km/l.
Agora, por ele ser plug-in, se o motorista tiver sempre como carregar as baterias na tomada, pode utilizar apenas o modo Pure, no qual o motor elétrico atua sozinho por até 35 km e, com isso, não gastar uma só gota de gasolina.
O assistente de direção vai além do piloto automático adaptativo e o “simples” acelera e freia sozinho. O carro também ajuda o motorista a ficar dentro da faixa de rolamento. Com isso, além de evitar que ele invada a pista ao lado, o sistema mantém o veículo no percurso correto.
Dessa forma, a direção fica muito mais confortável, principalmente em vias de muitas curvas. Como o sistema mantém o veículo na faixa de rolamento, ajuda o motorista ao encarar uma curva, fazendo a manobra com muito menos esforço e deixando a viagem mais agradável.
Mas toda essa “agradabilidade” tem um preço: R$ 315.000,00. E aí, vai encarar?
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