Por redação
O desemprego no Brasil atingia 8,4% da população no trimestre encerrado em janeiro deste ano. Os dados divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o nível de desocupação figura no menor patamar para o período desde 2015.
Com o movimento de estabilidade na comparação com os três meses anteriores, a quantidade de profissionais ainda fora da força de trabalho equivale a nove milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
O volume de desocupados continua similar ao apresentado no trimestre terminado em outubro, mas com registro de queda de três milhões de pessoas na comparação anual, quando havia 12 milhões de pessoas na busca por uma colocação profissional.
Adriana Beringuy, coordenadora do estudo, explica que o movimento de estabilidade ainda seria uma repercussão da redução da procura por trabalho nos meses de novembro e dezembro de 2022 sobre o início de 2023.
No trimestre, o nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 56,7%, percentual igual ao alcançado no mesmo trimestre de 2016. Já o contingente de pessoas ocupadas foi de 98,6 milhões, o que representa uma queda de 1 milhão de pessoas em relação ao trimestre terminado em outubro.
Pelo lado da ocupação, o registro é de queda no trimestre, após uma sequência de expansão do número de trabalhadores nos trimestres móveis ao longo de 2022. No confronto anual, o contingente de ocupados continua crescendo, com alta de 3,4%. "Se pelo lado da desocupação há uma estabilidade, pelo lado da geração de trabalho o movimento já é de perda de ocupação", afirma Beringuy.
"Observamos, assim, dois panoramas: em uma análise de curto prazo, é observada uma queda na formação de trabalho, enquanto no confronto com um ano atrás o cenário ainda é de ganho de ocupação”, completa a pesquisadora.