Rose assume cargo federal de olho nas próximas eleições; momento pode definir desistência na Capital

A ex-deputada federal Rose Modesto (PSDB) está avaliando as opções apresentadas para decidir onde se encaixará no Governo Federal

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Por Wendell Reis | InvestigaMS

A ex-deputada federal Rose Modesto (PSDB) está avaliando as opções apresentadas para decidir onde se encaixará no Governo Federal. Filiada ao União Brasil, da base de sustentação de Luís Inácio Lula da Silva (PT), ela já sabe que vai integrar o governo, mas o cargo ainda está sendo avaliado. Rose já foi sondada para três funções: a superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco); diretoria dos Correios, cargo que seria melhor do ponto de vista financeiro, já que o salário é bem alto; e para a secretaria nacional de um dos ministérios. Na Sudeco, que tem relação direta com Mato Grosso do Sul, bem como os demais estados da região, Rose enfrenta concorrência da bancada do Mato Grosso e de Dagoberto Nogueira (PSDB), que também sugeriram nomes. A agora ex-deputada federal estuda com muita cautela o destino, já que acabou de dar um passo bastante arriscado na vida política. Ela deixou uma reeleição com grandes chances à deputada para concorrer em uma disputa acirrada pelo Governo do Estado. Com a derrota, ficou sem mandato após se tornar vereadora, vice-governadora e deputada federal, em uma rápida ascensão. Rose está definindo o futuro com um olho no próximo ano, onde é uma das cotadas para concorrer à Prefeitura de Campo Grande. Se assumir o cargo federal, daqui a um ano (prazo para desincompatibilizar termina em março) ela terá que sair, caso queira realmente concorrer. A decisão de Rose passará por este momento atual, onde ela define o futuro. Se tudo estiver dando certo no cargo do Governo Federal, é grande a chance de ela ficar fora da disputa no próximo ano, garantindo estabilidade para ela e equipe. No cargo federal ela terá tranquilidade para pavimentar o caminho de volta a Brasília, como deputada federal. A decisão final sobre os cargos é tomada pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que tem escolhido os nomes de olho na formação de uma base de sustentação para Lula. Até o momento, o novo governo não tem uma base forte no Congresso e um dos motivos é o próprio União Brasil, onde muitos não aceitam compor com Lula. Mato Grosso do Sul, inclusive, é um destes casos. A senadora Soraya Thronicke (União) reforça o time que não apoia Lula.
Rose não tem mandato, mas tem boa relação com o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, e com o presidente da Câmara, Arthur Lira, já que fez parte da mesa diretora da Câmara. Ela também conta com a simpatia do coordenador da bancada federal em Mato Grosso do Sul, Vander Loubet (PT), que defende o nome dela para a Sudeco.

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