Câmara faz estudo técnico e pode revogar consórcio de Campo Grande com municípios da região
O estudo acontece depois que a Câmara recebeu ofício de órgãos de controle questionando o custo da participação da Prefeitura de Campo Grande no consórcio e o retorno da parceria para o Município
Por Wendell Reis | InvestigaMS
A Câmara de Campo Grande está realizando um estudo técnico e pode revogar o projeto que aprovou o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul, que conta com a Capital, Dois Irmãos do Buriti, Sidrolândia, Terenos e Jaraguari. O estudo acontece depois que a Câmara recebeu ofício de órgãos de controle questionando o custo da participação da Prefeitura de Campo Grande no consórcio e o retorno da parceria para o Município. “Pedimos este estudo para ver quanto será o custo. Recebemos a informação inicial que será de R$ 1,5 milhão, mas qual o benefício? Que vantagem Campo Grande terá? Tem que ser algo muito bom para a Capital, que não pode bancar o interior. Quem tem que fazer isso é o governo do estado”, justificou o presidente da Câmara, vereador Carlos Augusto Borges. O Consórcio, segundo a Prefeitura de Campo Grande, foi criado com o objetivo de garantir mais agilidade na execução dos serviços públicos e na aquisição de bens que promovam geração de oportunidades, riquezas renda, empregos e desenvolvimento territorial sustentável. Uma das primeiras ações anunciadas foi a aquisição de uma Usina Móvel de pavimentação asfáltica, com produção própria e cerca de 40% mais barato que o valor de mercado. Caso a Câmara derrube o projeto, o consórcio terá que verificar a continuidade, visto que hoje o grupo tem como presidente a prefeita da Capital, Adriane Lopes. Ao assumir a presidência, ela considerou o consórcio uma grande conquista, capaz de trazer respostas rápidas em compras e entregas. “Nosso projeto prioritário para o desenvolvimento da capital é desenvolvimento econômico e cada dia é importante nessa construção”, declarou durante o evento de criação do consórcio.
Foto: Izaias Medeiros/Câmara
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