Farmácias registram queda de vendas e levantam sinal de alerta

Com a redução de clientes, o varejo farmacêutico entrou em 2023 com sinal amarelo

Por

Por redação

O varejo farmacêutico entrou em 2023 com um sinal amarelo: Em janeiro, o número de clientes atendidos e o volume de vendas caiu na comparação com o mesmo mês do ano passado. No total, o faturamento apresentou crescimento real tímido, inferior a 4% na comparação com janeiro do ano passado. É um recuo significativo diante do avanço em torno de 17,5% de janeiro de 2022. A pior queda foi nos medicamentos isentos de prescrição médica, que perderam 17% de faturamento no período. O CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, ressalta que o desempenho inferior pode ser apenas um reflexo do novo cenário da pandemia, já que a ômicron pode ter impulsionado um crescimento atípico das vendas no setor no início do ano passado.
Mas o cenário ainda inspira um alerta, segundo as farmácias, que reclamam do aumento na alíquota do ICMS em 12 estados no fim do ano passado como forma de compensar o corte no imposto sobre combustíveis e energia.

“É lastimável a visão desses governadores que consideram combustíveis mais importantes que remédios", afirma Barreto em nota.
Os resultados de janeiro não chegaram a impactar o número de lojas, que subiu 7%, e de trabalhadores, que registrou saldo 4,5% superior, segundo a Abrafarma.