Com apenas 10,52% dos principais cargos eletivos, mulheres têm pouco o que comemorar na política de MS

Dia 8 de março comemora-se o “Dia Internacional da Mulher”, mas Mato Grosso do Sul está longe de ser conhecido como um Estado que valoriza e tem o sexo feminino com a representatividade que deveria

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Por Wendell Reis | InvestigaMS

Dia 8 de março comemora-se o “Dia Internacional da Mulher”, mas Mato Grosso do Sul está longe de ser conhecido como um Estado que valoriza e tem o sexo feminino com a representatividade que deveria.

O Estado tem 52,4% de eleitoras (1.047.054), em um universo de 1.996.510 aptos a votarem, mas as mulheres ocupam apenas 10,52% dos cargos eletivos no Estado. Este percentual leva em conta os 114 principais cargos disputados no Estado, entre 79 prefeitos (as), oito deputados (as) federais, três senadores (as) e 24 deputados (as) estaduais.

Mato Grosso do Sul tem 79 prefeituras, mas apenas sete mulheres estão no comando dos executivos municipais. Muitas delas são colocadas em cargo de vice. Atualmente, a Capital sul-mato-grossense, Campo Grande, é comandada por uma mulher. Adriane Lopes deixou de ser vice depois que Marquinhos Trad renunciou. Já na Câmara, das 29 vagas, apenas uma mulher, Luiza Ribeiro (PT).

Na Assembleia Legislativa, o percentual também está muito abaixo do razoável para a igualdade entre os gêneros. Das 24 vagas para deputado estadual, apenas 8,33% é ocupada por mulheres, e já foi pior. No ano passado, apenas uma tinha mandato.

“Na verdade, não é um dia de comemoração, mas de reflexão. Esta questão de ter um dia específico para a mulher é bacana porque a gente se sente valorizada, mas ações efetivas teriam que ser todos os dias”, opinou a deputada estadual Lia Nogueira.

Lia era vereadora em Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, onde já vivia esta minoria feminina no legislativo, onde apenas duas das 19 vagas são ocupadas por mulheres.

“É um dia de reflexão, de luta, porque estamos ainda tão longe de conquistar os espaços na sociedade de forma igualitária, sem sermos olhadas como segundo plano, como: ah, são mulheres e precisam provar todos os dias que são competentes e são tão capazes quanto os homens”, complementa.

As mulheres têm um espaço maior na bancada federal, onde hoje ocupam 27,27% das vagas disponíveis, somando oito para deputado (a) federal e três para senador (a). No Senado, as mulheres são maioria, com duas das três vagas. Já na Câmara, as mulheres só têm uma das oito vagas.

As mulheres têm um espaço maior na bancada federal, onde hoje ocupam 27,27% das vagas disponíveis, somando oito para deputado (a) federal e três para senador (a). Na Câmara, as mulheres só têm uma das oito vagas. Já no Senado, as mulheres são maioria, com duas das três vagas, mas também enfrentam a falta de espaço.

“Estamos repetidamente encarando uma exclusão que não pode ser natural. Isso é sério. Não somos minoria neste país. Somos a maioria e deveríamos representar a nossa altura, mas infelizmente não é assim. Infelizmente, nós mulheres ainda somos excluídas dos espaços de poder, mas a luta não pode parar. Estou aqui para representar e incentivar mulheres a conquistar esse espaço também”, postou na rede social a senadora Soraya Thronicke, reclamando da falta de indicação de mulheres para as principais comissões no Senado.

Senadoras em Mato Grosso do Sul:

Tereza Cristina e Soraya Thronicke

Deputada federal:

Camila Jara

Deputadas estaduais:

Lia Nogueira e Mara Caseiro

Prefeitas:

Gerolina da Silva – Água Clara
Adriane Lopes – Campo Grande
Marcela Ribeiro – Corguinho
Ilda Salgado – Fátima do Sul
Clediane Areco – Jardim
Rhaiza Rejane – Navirai
Vanda Camilo – Sidrolândia

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