Suplentes precisarão de dois votos para derrubar afastados por corrupção

A Câmara de Maracaju está fazendo a análise jurídica do pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) entregue por um grupo de moradores na Casa de Leis

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Por Wendell Reis | InvestigaMS

A Câmara de Maracaju está fazendo a análise jurídica do pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) entregue por um grupo de moradores na Casa de Leis. Eles pedem a apuração da conduta dos oito vereadores afastados durante a Operação “Dark Money”. A Câmara de Maracaju tem 13 vereadores e a maioria hoje é ocupada por suplentes, com sete cadeiras. Eles assumiram quando os titulares foram afastados. Apenas Joãozinho Rocha (MDB) conseguiu decisão favorável para voltar ao cargo. Após a análise do jurídico, o pedido vai para votação no plenário, sem grandes dificuldades para aprovação, visto que os suplentes são maioria. Após a aprovação, a Câmara indica três parlamentares para a composição da CPI. Os integrantes farão oitivas e todo estudo necessário para avaliação da conduta dos oito vereadores, com processos individualizados. Após a conclusão dos trabalhos os vereadores encaminham os pareceres com condenação ou não para o plenário, que decide se cassa ou não os parlamentares. Para cassação dos vereadores será preciso o voto de nove dos 13 parlamentares. Com sete suplentes, seriam necessários apenas mais dois votos para que os envolvidos na operação sejam cassados. A polícia investiga esquema de corrupção na Prefeitura entre 2019 e 2020. Informações iniciais apontam para desvio de mais de R$ 23 milhões com o esquema que utilizava contas clandestinas em nome da Prefeitura. Segundo a investigação, as propinas eram pagas com a anuência de outros servidores e integrantes da gestão municipal, e tinham como objetivo afrouxar a fiscalização das contas da Prefeitura pela Câmara, além de aprovar projetos e leis que eram de interesse da Administração Municipal”, diz a polícia. Foram afastados do mandato os seguintes vereadores: Robert Ziemann (PSDB); Nenê da Vista Alegre (MDB); Jeferson Aparecido (Patriota); Helio Albarello (MDB); Catito (PSDB); Laudo Sorrilha (PSDB); Nego do Povo (MDB) e Joaozinho Rocha (MDB), que conseguiu decisão judicial para retornar. Em 22 de setembro de 2021, foi deflagrada a 1ª fase da operação, que culminou na prisão temporária de servidores e ex-servidores, incluindo ex-secretário municipal e ex-prefeito da cidade de Maracaju. Já na 2ª fase, ainda no ano de 2021, as prisões temporárias foram convertidas em preventiva e outros investigados acabaram presos, envolvidos no esquema de corrupção. Com o afastamento dos vereadores, suplentes foram convocados: – DANIEL RUIZ – CELIO FRANCO DE OLIVEIRA MDB- – VERGINIO DA SILVA – RUDIMAR OLIVEIRA LAUTERT – MARIA DAS GRAÇAS ALVES DE LIMA – NELSON JOSE DOS SANTOS – ODAIR ROBERTO SCHWINN – ROSANE JUNG
Foto: Divulgação/Câmara

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