Por Wendell Reis | InvestigaMS
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, deu 10 dias para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, justificar o motivo de não ter lido no Senado Federal o pedido de criação da CPI dos Atos Antidemocráticos, protocolado pela senadora Soraya Thronicke.
Soraya acusou o presidente do Senado de “atuação política antidemocrática”, “omissão” e “resistência e interesse pessoal contra a instalação da CPI”, por não ter feito a leitura do requerimento feito por ela. A leitura em plenário é o primeiro passo para a efetivação da comissão de investigação.
Soraya Thronicke protocolou o pedido com 38 assinaturas de apoio, muito mais do que as 27 necessárias. Porém, a maioria das assinaturas seria de partidos da base aliada do governo Lula no Senado, que agora não desejam mais que a CPI seja instalada.
Os senadores alegam que as assinaturas foram colhidas ainda no 8 de janeiro, e que as investigações caminharam de maneira satisfatória até agora.
“Embora ciente de seu dever, a omissão do Presidente do Senado quanto a leitura do requerimento de instalação de CPI promovido pela Impetrante, evidencia sua resistência e interesse pessoal contra a instalação da CPI, tal como procedeu quando da instalação da ‘CPI da Pandemia da Covid-19’ que somente foi lido após determinação desta Suprema Corte”, diz o mandado de segurança.
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