Mato Grosso do Sul vive um dos momentos mais expressivos de sua história econômica. Impulsionado pelo avanço da indústria de base florestal, o estado consolidou o chamado Vale da Celulose, região que reúne alguns dos maiores empreendimentos do setor no mundo e coloca o território sul-mato-grossense no centro da produção global de celulose de eucalipto.
Atualmente, o estado conta com quatro unidades industriais em operação. Em Três Lagoas estão localizadas as fábricas da Suzano, da Eldorado Brasil e da Sylvamo, enquanto Ribas do Rio Pardo abriga a nova megafábrica da Suzano, considerada uma das mais modernas e eficientes do planeta.
O ciclo de expansão, porém, está longe de terminar. Duas novas plantas industriais estão em implantação e prometem ampliar ainda mais a capacidade produtiva do estado. A chilena Arauco constrói em Inocência uma das maiores fábricas de celulose em linha única do mundo. Já a Bracell avança com seu projeto industrial em Bataguassu, reforçando a expansão do setor na região leste de Mato Grosso do Sul.
Investimentos transformam economia regional
A consolidação do Vale da Celulose vem impulsionando uma ampla cadeia econômica que envolve produção florestal, transporte, construção civil, comércio e prestação de serviços.
Além dos investimentos diretos nas fábricas, o setor tem atraído empresas fornecedoras de equipamentos, manutenção industrial, logística e engenharia. Um exemplo recente é a chegada da Orpec Engenharia a Três Lagoas, com investimento previsto de R$ 18,6 milhões para atender grandes obras industriais, especialmente do segmento de papel e celulose.
O crescimento também estimula a qualificação profissional, amplia a arrecadação municipal e cria novas oportunidades de trabalho em diversas áreas.
Municípios vivem nova realidade
O impacto do setor pode ser observado em cidades como Três Lagoas, considerada a capital brasileira da celulose. O município se transformou em um dos principais polos industriais do Centro-Oeste, atraindo trabalhadores, novos empreendimentos imobiliários e investimentos em infraestrutura.
Em Ribas do Rio Pardo, a entrada em operação da nova unidade da Suzano acelerou o desenvolvimento econômico local. Já em Inocência, o projeto da Arauco vem sendo apontado como um dos maiores investimentos industriais atualmente em execução no Brasil.
Em Bataguassu, a expectativa em torno da futura fábrica da Bracell já movimenta o mercado imobiliário, o comércio e a preparação da infraestrutura urbana para receber o novo ciclo de crescimento.
Liderança nacional na produção
A combinação de clima favorável, disponibilidade de terras para o cultivo de eucalipto, localização estratégica e ambiente favorável aos investimentos permitiu que Mato Grosso do Sul conquistasse posição de destaque no setor florestal.
O estado já figura entre os principais produtores de celulose do país e deve ampliar significativamente sua participação com a entrada em operação das novas unidades industriais previstas para os próximos anos.
Especialistas avaliam que a expansão contínua da cadeia produtiva poderá consolidar Mato Grosso do Sul como o principal polo mundial de celulose de fibra curta, fortalecendo as exportações brasileiras e ampliando a relevância do estado no comércio internacional.
Bioeconomia e desenvolvimento sustentável
Além da geração de empregos e renda, a indústria da celulose vem sendo apontada como uma das principais frentes da bioeconomia brasileira. O aproveitamento de florestas plantadas, aliado a tecnologias de produção mais eficientes, tem contribuído para o crescimento de uma cadeia industrial baseada em recursos renováveis.
Com quatro fábricas em operação e duas gigantes em implantação, Mato Grosso do Sul reforça seu protagonismo econômico e industrial, consolidando definitivamente o título de Vale da Celulose, um dos mais importantes polos globais do setor florestal.