Presidente do Hospital de Amor leva à Bolívia modelo de atendimento gratuito a pacientes com câncer

Henrique Prata está em Santa Cruz de la Sierra para apresentar a experiência da instituição brasileira

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O presidente do Hospital de Amor, de Barretos (SP), Henrique Prata, está na Bolívia para apresentar a experiência da instituição brasileira no tratamento gratuito de pacientes com câncer. Reconhecido pelo trabalho filantrópico na área da saúde, Prata compartilha o modelo que transformou o hospital em uma das maiores referências oncológicas da América Latina.

Filho dos médicos que fundaram o hospital, Henrique Prata assumiu a gestão da instituição em 1989. Na época, a estrutura contava com cerca de 2 mil metros quadrados. Ao longo das últimas décadas, o complexo foi ampliado e atualmente soma aproximadamente 300 mil metros quadrados de área construída, além de uma rede de unidades espalhadas pelo Brasil.

Segundo Prata, o Hospital de Amor realiza mais de 600 mil atendimentos por ano e recebe cerca de 17 mil novos casos de câncer anualmente, todos com atendimento gratuito aos pacientes. 

Durante sua passagem pela Bolívia, o empresário e filantropo participa de discussões sobre a implantação de iniciativas inspiradas no modelo brasileiro de assistência oncológica. A proposta busca ampliar o acesso ao tratamento de câncer para pacientes que não possuem recursos financeiros para custear os procedimentos. 

Henrique Prata afirma que o diferencial do Hospital de Amor não está apenas na infraestrutura e na tecnologia médica, mas também na forma de acolhimento dos pacientes. Segundo ele, a recuperação da autoestima e da dignidade faz parte do tratamento.

“Se não houver um tratamento com amor, a medicina contra o câncer não funciona”, afirmou durante entrevista à imprensa boliviana. 

O presidente da instituição também destacou a importância de garantir igualdade no acesso à saúde, independentemente da condição econômica dos pacientes. Para ele, o tratamento deve ser oferecido com a mesma qualidade a todas as pessoas.

Referência internacional em oncologia, o Hospital de Amor é mantido por meio de doações, campanhas beneficentes, incentivos fiscais e parcerias institucionais. O modelo brasileiro é frequentemente citado como exemplo de assistência humanizada e gestão filantrópica na área da saúde.