Ibovespa sobe 3% e dólar cai a R$ 5,10; Vale e Petrobras lideram no dia
Bolsa acumula ganho de 14,94% em 2026 e fecha aos 185.205 pontos; recuo do câmbio alivia custo de insumos importados para o agro de MS
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O mercado financeiro brasileiro encerrou a quarta-feira, 2 de setembro de 2026, com o melhor desempenho em semanas: o Ibovespa avançou 3,05%, fechando aos 185.205,09 pontos, enquanto o dólar comercial recuou 0,92% e terminou vendido a R$ 5,1084 — o menor patamar desde meados de agosto. No acumulado do ano, a bolsa já acumula valorização de 14,94%, com alta de 4,39% só em setembro até agora.
O pregão movimentou R$ 1,37 bilhão em volume financeiro. O ambiente externo ajudou: em Nova York, o Dow Jones subiu 0,56%, aos 53.061,95 pontos, e o Nasdaq avançou 0,45%, aos 26.217,83 pontos — sinalizando apetite por risco global que contaminou positivamente os ativos brasileiros.
Vale e Petrobras puxam as principais altas do pregãoEntre as chamadas blue chips — as ações de maior peso e liquidez no índice —, o destaque ficou com os papéis do setor financeiro e de commodities. Itaú Unibanco PN liderou o avanço entre os bancos, com alta de 3,94%, a R$ 41,45. A Vale PNA e a Vale ON subiram 2,68% cada, encerrando a R$ 80,40 — resultado que interessa diretamente a Corumbá, onde a mineradora opera as maiores reservas de minério de ferro do estado e é um dos principais empregadores do município.
A Petrobras PN fechou a R$ 48,13, com ganho de 2,69%. A valorização dos papéis da estatal tem reflexo no custo do diesel que abastece a frota agrícola de Mato Grosso do Sul — quando a empresa vai bem na bolsa, há menos pressão política por reajustes de curto prazo, o que dá algum fôlego ao produtor rural. A soja sul-mato-grossense já vinha acumulando pressão de câmbio nas semanas anteriores, e o recuo do dólar desta quarta pode aliviar a margem do exportador.
Câmbio em queda e o que muda para o agro e a fronteira de MSNo mercado de câmbio, o dólar Ptax caiu 0,58%, com compra a R$ 5,1267 e venda a R$ 5,1273. O dólar futuro para outubro recuou 1,21%, a R$ 5,1250 — movimento que sinaliza expectativa de continuidade da queda no curtíssimo prazo. O euro comercial também cedeu 0,94%, a R$ 5,9190.
Para Mato Grosso do Sul, o câmbio em queda tem dupla leitura: de um lado, exportadores de carne e soja recebem menos reais por dólar exportado; de outro, insumos agrícolas importados — fertilizantes, defensivos e equipamentos — ficam relativamente mais baratos. Na semana anterior, o dólar acima de R$ 5,20 já havia acendido o alerta para o custo de produção no campo. Nos juros, o CDI e o over se mantiveram em 13,90% ao ano, referência para o crédito rural que financia a safra 2026/2027 no estado.
Fontes: CANAL RURAL; B3