Rio Verde de MT já tem 56 km de rede de esgoto e mira 98% de cobertura

Ambiental MS Pantanal superou metas de 2026 antes do prazo; cinco novas estações elevatórias vão beneficiar 10,6 mil moradores do município.

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Rio Verde de MT já tem 56 km de rede de esgoto e mira 98% de cobertura
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O município de Rio Verde de Mato Grosso chegou a agosto de 2026 com mais de 56,5 quilômetros de novas redes coletoras de esgoto implantadas e 3,5 mil ligações domiciliares concluídas — números que ultrapassaram a meta fixada no início do ano, quando a previsão era de 55 km de redes. O avanço é resultado do programa de expansão do esgotamento sanitário executado pela Ambiental MS Pantanal, concessionária responsável pelos serviços em 68 municípios do interior de Mato Grosso do Sul.

O salto é expressivo quando se olha para o ponto de partida: antes das intervenções, o município tinha cerca de 39% de cobertura de esgotamento sanitário. Com a conclusão das obras em andamento e a entrada em operação das novas estruturas, a expectativa é elevar esse índice para 98% — quase universalização do serviço em um único ciclo de investimentos.

Metas superadas e frentes ainda em curso

A extensão das redes coletoras foi a primeira etapa a ser concluída, e com folga. Agora, o esforço da concessionária se concentra na parte que costuma ficar menos visível para a população: as estruturas operacionais que fazem o esgoto coletado chegar até o tratamento. Cinco novas Estações Elevatórias de Esgoto (EEEs) estão sendo implantadas no município, além de melhorias na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) já existente. Juntas, essas intervenções vão ampliar em 10 litros por segundo a capacidade operacional do sistema. "Superamos a extensão de redes prevista inicialmente para 2026 e avançamos também nas ligações. Agora, o trabalho segue nas estruturas que são fundamentais para que toda essa expansão funcione de forma integrada, segura e eficiente", disse Clayton Bezerra, diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal.

O conjunto de obras deve beneficiar diretamente cerca de 10,6 mil pessoas — praticamente toda a população urbana do município. Bezerra reforça que o saneamento efetivo exige que redes, ligações e capacidade de tratamento operem de forma sincronizada: "Quando ampliamos redes, ligações e capacidade de tratamento ao mesmo tempo, criamos condições para que mais moradores tenham acesso efetivo ao serviço. É uma infraestrutura que muitas vezes fica debaixo da terra ou distante dos olhos da população, mas que se traduz em mais saúde, qualidade de vida e proteção dos recursos naturais".

Por que saneamento importa no Pantanal

Rio Verde de Mato Grosso está inserida na bacia hidrográfica do Pantanal, o maior sistema úmido tropical do planeta. O lançamento inadequado de efluentes domésticos em corpos d'água nessa região tem consequências diretas sobre a qualidade dos recursos hídricos e sobre a fauna aquática — fatores que também afetam o turismo e a pesca praticados em municípios vizinhos. A ampliação do tratamento de esgoto reduz o volume de efluentes brutos que chegam aos rios, funcionando como uma medida tanto de saúde pública quanto de proteção ambiental. "Investir em saneamento é preparar a cidade para crescer com mais qualidade, fortalecendo a saúde, a organização urbana e a proteção ambiental", resume Bezerra.

A operadora por trás das obras e o cenário em MS

A Ambiental MS Pantanal integra o grupo Aegea Saneamento, presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa opera coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios — uma das maiores concessões de saneamento do Centro-Oeste. O avanço em Rio Verde de Mato Grosso se insere em um movimento mais amplo de universalização do saneamento básico exigido pelo novo Marco Legal do Saneamento, que estabelece 2033 como prazo para que praticamente toda a população brasileira tenha acesso a água tratada e esgoto coletado.

Com as estações elevatórias e a ETE em fase final de obras, a previsão é que o sistema entre em operação plena ainda em 2026, consolidando o salto de cobertura e encerrando o ciclo de investimentos iniciado no início do ano.

Fontes: AMBIENTAL MS PANTANAL, AEGEA SANEAMENTO


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