Corumbá perde posição no ranking populacional de MS e passa a ser a 5ª cidade mais populosa

Nova estimativa do IBGE aponta redução no número de habitantes do município pantaneiro, enquanto Ponta Porã assume a quarta colocação estadual

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Corumbá deixou de ocupar a quarta posição entre os municípios mais populosos de Mato Grosso do Sul. De acordo com a nova estimativa populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade pantaneira passou a ter 96.334 habitantes em 2026, ficando atrás de Ponta Porã, que alcançou 99.572 moradores e assumiu o quarto lugar no ranking estadual. 

Os dados mostram que Corumbá registrou uma redução de 2,45% em relação à estimativa de 2025, quando contabilizava 98.751 habitantes. Já Ponta Porã apresentou crescimento de 0,99% no mesmo período, suficiente para ultrapassar o município pantaneiro. 

Com a atualização, o ranking das cidades mais populosas de Mato Grosso do Sul passa a ser liderado por Campo Grande, com 970.843 habitantes, seguida por Dourados (266.950), Três Lagoas (145.514), Ponta Porã (99.572) e Corumbá (96.334). 

Segundo informações divulgadas pelo IBGE, a queda observada em Corumbá não está relacionada apenas a movimentos migratórios. Parte da mudança tem influência de ajustes na delimitação territorial entre Corumbá e Ladário. Com isso, uma parcela da população anteriormente contabilizada no município pantaneiro passou a integrar os números de Ladário. 

O reflexo dessa alteração aparece nos dados de Ladário, que registrou o maior crescimento populacional proporcional do Estado entre 2025 e 2026. O município passou de 22.425 para 24.631 habitantes, avanço de 9,84% em apenas um ano. 

No cenário estadual, Mato Grosso do Sul atingiu aproximadamente 2,94 milhões de habitantes em 2026, um crescimento de cerca de 0,74% em comparação ao ano anterior. Dos 79 municípios sul-mato-grossenses, 60 apresentaram aumento populacional, enquanto 19 registraram redução. 

As estimativas populacionais do IBGE são utilizadas como referência para o planejamento de políticas públicas, distribuição de recursos e cálculo de indicadores socioeconômicos, além de servirem de base para o Tribunal de Contas da União na definição dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).