Campo Grande investe R$ 27 milhões em asfalto, moradia e trânsito nesta semana

Três frentes de obras asfálticas, mil cotas habitacionais e novo modelo de gestão do trânsito marcam a semana da Prefeitura de Campo Grande.

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Campo Grande investe R$ 27 milhões em asfalto, moradia e trânsito nesta semana
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A Prefeitura de Campo Grande encerrou a semana com R$ 27,4 milhões em intervenções simultâneas espalhadas pela cidade: máquinas de asfalto em movimento em bairros populosos, subsídios de até R$ 16 mil para quem quer sair do aluguel e uma nova operação de fiscalização e sinalização de trânsito que estreou na Região do Segredo, onde vivem 108 mil moradores.

A concentração de ações em poucos dias não é coincidência. A gestão municipal tem acelerado o ritmo de entregas do programa Vira CG Infraestrutura em bairros que há anos aguardavam pavimentação adequada, ao mesmo tempo em que tenta desafogar a demanda habitacional por meio de feirões com subsídios diretos — uma combinação que reflete a pressão crescente por qualidade de vida nas periferias da capital sul-mato-grossense.

Dois bairros ganham asfalto novo e redes de drenagem

No Jardim das Perdizes, o maquinário já percorre dez ruas — entre elas a Ênio Cunha e a Many Scaff — aplicando camadas de asfalto em um contrato de R$ 6,9 milhões. A poucos quilômetros dali, o Jardim Oliveira recebe intervenção ainda maior: 15 vias serão pavimentadas e ganharão sistema de drenagem, com investimento de R$ 8 milhões. Juntas, as duas frentes somam quase R$ 15 milhões alocados somente nesta semana para resolver um problema que moradores desses bairros relatam há anos: ruas de barro, alagamentos e poeira.

A Avenida Ernesto Geisel, uma das principais vias da cidade, também entrou em obras. O trecho entre as ruas Bom Sucesso e da Abolição recebe recapeamento com aplicação de 860 toneladas de massa asfáltica. Além do pavimento, essa primeira fase inclui a estruturação da ciclovia ao longo da via, totalizando R$ 2,9 milhões em investimentos que beneficiam tanto motoristas quanto ciclistas e pedestres.

Mil famílias com chance de sair do aluguel até este sábado

No setor habitacional, o 11º Feirão Habita CG chegou ao fim de semana com uma oferta concreta: mil cotas do Programa Bônus Sonho de Morar, distribuindo R$ 9,6 milhões em subsídios diretos. Famílias com renda de até cinco salários mínimos puderam receber auxílio de até R$ 16 mil para cobrir a entrada do financiamento imobiliário. O evento acontece neste sábado (22) no Pátio – O Shopping do Centro, último dia para quem ainda não garantiu a cota.

O feirão é uma das apostas da prefeitura para reduzir o déficit habitacional na capital, que segundo estimativas do setor imobiliário local concentra uma das maiores proporções de famílias em aluguel do Centro-Oeste. A combinação de subsídio federal via programas habitacionais com contrapartidas municipais tem sido o modelo adotado para viabilizar o primeiro imóvel para famílias de baixa renda.

Agetran 360º estreia na Região do Segredo com ciclos mensais de avaliação

A novidade na área de mobilidade veio com o lançamento do Agetran 360º, projeto que descentraliza as operações de trânsito da cidade e propõe uma lógica diferente de atuação: em vez de responder a problemas pontuais conforme surgem, as equipes passam a trabalhar por regiões, em ciclos de 30 dias, com diagnósticos levantados previamente junto à própria comunidade. A estreia foi na Região do Segredo, que concentra 108 mil moradores e historicamente apresenta gargalos de sinalização e acessibilidade.

Ao final de cada ciclo, indicadores de eficiência serão avaliados tecnicamente — uma mudança de abordagem que a prefeitura posiciona como resposta à demanda por soluções mais ágeis e menos burocráticas em sinalização, transporte e acessibilidade. Se o modelo funcionar na Região do Segredo, a tendência é que seja replicado para outras regiões da capital ao longo de 2025.

Somadas, as iniciativas desta semana reforçam o ritmo de obras que Campo Grande tenta manter como marca da gestão atual — mas também evidenciam a escala do desafio: uma cidade de mais de 900 mil habitantes onde a demanda por infraestrutura, moradia e mobilidade ainda supera, em muitos bairros, a capacidade de entrega anual do município.

Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE


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