DNA vai identificar vítimas de acidente com mortes em Iguatemi

Corpos de vítimas fatais de acidente ocorrido em Iguatemi, no Cone Sul de MS, passarão por exames de DNA após não poderem ser reconhecidos por outros meios.

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As vítimas fatais de um acidente registrado em Iguatemi, município do extremo sul de Mato Grosso do Sul, só poderão ser identificadas por meio de exames de DNA, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2026. O estado dos corpos impediu o reconhecimento convencional, tornando o procedimento genético a única alternativa viável para determinar a identidade das vítimas antes da liberação aos familiares.

A necessidade de recorrer ao DNA em casos de acidente indica a gravidade do sinistro. O procedimento, conduzido pelos órgãos de perícia forense do estado, é acionado quando lesões ou outros fatores inviabilizam a identificação visual ou por documentos — situação que, além de prolongar o sofrimento das famílias, exige coordenação entre delegacias, institutos de perícia e, muitas vezes, o Instituto Nacional de Identificação.

Como funciona a identificação por DNA em casos de acidente

A identificação por material genético é realizada a partir da coleta de amostras biológicas dos corpos, que são então comparadas ao DNA de familiares diretos — pai, mãe, filhos ou irmãos. O processo pode levar de dias a semanas, dependendo da complexidade das amostras e da disponibilidade dos laboratórios. Em Mato Grosso do Sul, os exames são conduzidos pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.

Enquanto os resultados não são concluídos, os corpos permanecem sob custódia do instituto, e as famílias são orientadas a comparecer para fornecer material biológico e documentos que possam auxiliar na confrontação dos dados. A espera é um dos momentos mais difíceis para os parentes das vítimas, que ficam impedidos de realizar o velório e o sepultamento.

Iguatemi e o histórico de acidentes na fronteira sul

Iguatemi fica a aproximadamente 430 quilômetros de Campo Grande, na divisa com o Paraguai, e integra uma das regiões com maior tráfego de veículos pesados e de passageiros do estado, em razão do movimento de fronteira e das rodovias que ligam o Cone Sul ao restante de Mato Grosso do Sul. O trecho concentra ocorrências com regularidade, e a combinação de estradas de alta velocidade com fluxo intenso eleva o risco de acidentes graves.

As autoridades de segurança pública e trânsito da região têm sido cobradas por melhorias na sinalização e no monitoramento das vias, especialmente nos trechos de maior vulnerabilidade entre os municípios fronteiriços. A tragédia em Iguatemi reacende o debate sobre infraestrutura viária e fiscalização no extremo sul do estado.

Famílias aguardam resultado para encerrar luto

Enquanto a perícia avança, parentes das vítimas vivem a angústia da espera. A liberação dos corpos só ocorre após a conclusão oficial da identificação, exigência legal que visa garantir que cada família receba o familiar correto. O IMOL não divulgou prazo estimado para a conclusão dos exames, mas costuma priorizar casos com pressão familiar e contexto de acidente coletivo.

O acidente em Iguatemi serve de alerta para a necessidade de reforço nas políticas de segurança viária no interior de Mato Grosso do Sul — um estado em que as distâncias longas, o transporte rodoviário intenso e a fiscalização ainda insuficiente continuam cobrando um preço alto em vidas.

Fontes: SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA DE MS, G1 MS