A 2ª Jornada do Patrimônio de Mato Grosso do Sul começa nesta segunda-feira (17 de agosto) com programação gratuita que percorre desde a Praça Ary Coelho, no coração de Campo Grande, até a Comunidade Quilombola Furnas do Dionísio, em Jaraguari — reunindo oficinas, seminários acadêmicos, exibição de documentário e uma expedição com registro audiovisual ao longo de seis dias.
O evento é realizado anualmente em agosto, mês em que entidades ligadas ao patrimônio cultural reforçam o debate sobre a preservação de bens materiais e imateriais que formam a identidade histórica das comunidades sul-mato-grossenses. Nesta segunda edição, a programação ganhou escala ao incluir pela primeira vez um destino fora da capital, levando o encerramento para uma das comunidades quilombolas mais representativas do estado.
O pontapé inicial acontece nesta segunda-feira (17/8), das 9h às 11h, na Praça Ary Coelho, em Campo Grande. Batizado de "Dia P" do Patrimônio, o momento de abertura mistura apresentações culturais com oficinas abertas ao público em geral — sem necessidade de inscrição prévia.
Na terça-feira (18/8), o foco muda para o audiovisual: o Auditório do Museu da Imagem e do Som (MIS) recebe a exibição de um documentário das 13h30 às 15h30. Já na quarta (19/8), das 7h às 11h, oficinas de escrita criativa chegam simultaneamente à Escola Estadual Antônio Delfino Pereira e ao Centro de Educação Tia Eva, duas referências de ensino público da capital.
Nos dias 20 e 21 de agosto, o auditório do MIS sedia o XVI Simpósio de Educação Patrimonial e o X Seminário Municipal de Patrimônio Cultural, com sessões nas manhãs — das 8h às 11h — e nas tardes — das 13h30 às 16h30. As duas edições acumuladas dos eventos indicam uma trajetória consolidada de formação e debate sobre políticas de memória no estado.
Para pesquisadores, educadores e estudantes, os dois seminários representam a oportunidade de discutir metodologias de preservação e os desafios de documentar um patrimônio tão diverso quanto o de Mato Grosso do Sul — que vai da cultura indígena guarani à herança quilombola, passando pelas influências paraguaias, bolivianas e dos ciclos econômicos do Pantanal.
O sábado (22/8) reserva o ponto alto da programação: a expedição à Comunidade Quilombola Furnas do Dionísio, localizada em Jaraguari, município a cerca de 60 km de Campo Grande. Das 8h às 12h, participantes farão um percurso com registro audiovisual do patrimônio local — uma iniciativa que une documentação histórica e reconhecimento das raízes afro-brasileiras no estado.
A comunidade Furnas do Dionísio é uma das mais antigas comunidades quilombolas certificadas de MS e guarda memórias que ainda carecem de maior visibilidade e proteção formal. Levar o encerramento da Jornada do Patrimônio até lá é um gesto simbólico e prático: a produção audiovisual gerada durante a expedição pode se tornar material de preservação da própria história do quilombo para as gerações seguintes.
Toda a programação é aberta e gratuita. Para acompanhar atualizações, os interessados podem verificar os canais oficiais de cultura do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.
Fontes: GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO, ESPORTE, CULTURA E CIDADANIA