Brasil faz história e conquista dois ouros inéditos no Mundial de Ginástica Rítmica
Conjunto brasileiro sobe ao topo do pódio em duas provas e garante o maior resultado da história da modalidade para o país.
A ginástica rítmica brasileira viveu neste domingo (16) um dos momentos mais marcantes de sua história. O conjunto nacional conquistou duas medalhas de ouro inéditas no Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, realizado em Frankfurt, na Alemanha, tornando-se o primeiro país das Américas a alcançar o topo do pódio nas provas de conjunto da competição.
O primeiro título veio na final da série de cinco bolas, quando as brasileiras realizaram uma apresentação impecável ao som de Feeling Good, alcançando a nota de 29,450 pontos, a maior pontuação registrada na temporada. O desempenho superou as favoritas China, que ficou com a prata ao somar 28,900 pontos, e Bulgária, que levou o bronze com 28,400.
Poucas horas depois, o Brasil voltou ao tablado para disputar a final da série mista, com três arcos e duas maças. Ao som de Abracadabra, de Lady Gaga, as atletas repetiram a excelência da primeira apresentação e novamente receberam 29,450 pontos, garantindo o segundo ouro do dia. A Espanha ficou com a prata, com 29,050 pontos, enquanto a Bulgária conquistou o bronze com 28,750.
Equipe entra para a história
O conjunto brasileiro campeão mundial é formado por Nicole Pírcio (São Paulo), Sofia Madeira (Espírito Santo), Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves (Paraná), Maria Paula Caminha (Amazonas) e Maria Eduarda Arakaki (Alagoas), capitã da equipe. Durante as apresentações, cinco ginastas competem e uma permanece como reserva.
Conhecidas como “Leoas”, as atletas coroaram uma trajetória de crescimento que já vinha chamando atenção nos últimos anos. Em 2025, no Mundial disputado no Rio de Janeiro, o Brasil havia conquistado duas medalhas de prata, os primeiros pódios da história do país na competição.
De bronze no geral a bicampeãs mundiais
A campanha brasileira em Frankfurt já havia começado com um feito importante. No sábado (15), o conjunto nacional conquistou a medalha de bronze na classificação geral, resultado que garantiu ao Brasil vaga antecipada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
No dia seguinte, as brasileiras transformaram a boa campanha em um resultado histórico. O ouro nas cinco bolas teve sabor especial, já que o conjunto havia cometido um erro nessa mesma série durante a disputa geral e se classificou para a final apenas na oitava colocação. Na decisão, porém, a equipe executou a apresentação sem falhas e conquistou o título mundial.
Reconhecimento ao trabalho de anos
Após a conquista, a técnica Camila Ferezin comemorou o resultado e destacou a evolução da ginástica rítmica brasileira.
“Aprendemos a acreditar que era possível. Primeiro, sonhamos em estar entre as melhores. Depois, começamos a competir de igual para igual com elas. E hoje estamos no lugar mais alto”, afirmou à Confederação Brasileira de Ginástica.
Segundo a treinadora, o resultado é fruto de anos de trabalho, dedicação e persistência de atletas e comissão técnica.
Com dois ouros e um bronze, o Brasil encerra o Mundial de Frankfurt com a melhor campanha de sua história na ginástica rítmica e consolida seu nome entre as principais potências da modalidade no cenário internacional.