Eclipse solar desta quarta-feira não será visível em Mato Grosso do Sul

Fenômeno astronômico considerado um dos mais importantes da década poderá ser acompanhado apenas por transmissões ao vivo no Estado

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Os amantes da astronomia em Mato Grosso do Sul terão que recorrer às transmissões pela internet para acompanhar o eclipse solar total desta quarta-feira, 12 de agosto. O fenômeno, apontado como um dos mais importantes da década, não poderá ser observado diretamente no Estado nem na maior parte do território brasileiro.

O eclipse ocorrerá quando a Lua passar exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar para os observadores localizados na chamada faixa de totalidade. Nessas regiões, o dia escurece temporariamente, criando um espetáculo raro e muito aguardado por cientistas e observadores do céu. 

A faixa principal do eclipse passará por áreas da Groenlândia, Islândia, Espanha, norte de Portugal, Rússia e partes do Oceano Atlântico. Milhares de pessoas são esperadas nesses locais para acompanhar o fenômeno. 

Em Mato Grosso do Sul, assim como na maior parte do Brasil, o eclipse não será visível. O alinhamento da sombra da Lua ocorrerá sobre o Hemisfério Norte, deixando os sul-mato-grossenses fora da área de observação do fenômeno.

Segundo especialistas, apenas uma pequena faixa do extremo litoral do Rio Grande do Norte poderá registrar um efeito parcial muito discreto, insuficiente para ser percebido pela população em geral sem equipamentos específicos. 

Apesar disso, moradores de Mato Grosso do Sul poderão acompanhar o eclipse por meio de transmissões ao vivo realizadas por agências espaciais, observatórios e instituições de pesquisa internacionais. 

O próximo fenômeno astronômico de maior visibilidade para os brasileiros será o eclipse lunar parcial de 28 de agosto de 2026. Já em fevereiro de 2027, está previsto um eclipse solar anular que poderá ser observado em áreas do país.

Mesmo sem visibilidade em Mato Grosso do Sul, o eclipse desta quarta-feira mobiliza a comunidade científica mundial, que aproveitará o alinhamento entre Sol, Lua e Terra para realizar observações e estudos sobre a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.