Colheita do milho safrinha em Mato Grosso do Sul avança para 37,3% da área cultivada

Safra mantém potencial de mais de 11 milhões de toneladas, mas chuvas ainda interferem no ritmo dos trabalhos no campo

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A colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul alcançou 37,3% da área cultivada até o fim de julho, o equivalente a aproximadamente 823 mil hectares. Os dados são do Projeto SIGA-MS, desenvolvido pela Aprosoja/MS, e apontam que o Estado entra agora na fase de maior concentração dos trabalhos de colheita. 

Apesar do avanço registrado nas últimas semanas, o ritmo ainda está abaixo do observado no mesmo período da safra passada. Segundo o levantamento, a diferença é de 5,4 pontos percentuais em relação ao ciclo 2024/2025. 

A região Sul lidera a retirada do cereal das lavouras, com 38,6% da área já colhida. Em seguida aparecem as regiões Norte, com 37,5%, e Centro, com 33,1%. 

Mesmo com os atrasos provocados pelas chuvas registradas em parte do Estado, as perspectivas para a safra seguem positivas. A estimativa da Aprosoja/MS aponta para uma área cultivada de 2,206 milhões de hectares, com produtividade média prevista de 84,2 sacas por hectare e produção total estimada em 11,139 milhões de toneladas.

Lavouras apresentam boas condições

O monitoramento realizado pelas equipes técnicas indica que a maior parte das lavouras permanece em boas condições. Atualmente, 71% das áreas são classificadas como boas, enquanto 17,9% estão em situação regular e 11,1% apresentam condições consideradas ruins. 

O melhor desempenho é observado na região Nordeste do Estado, onde 96,7% das lavouras receberam avaliação positiva. Já a região Norte registra 89,3% das áreas em boas condições. Por outro lado, a região Centro apresenta maiores desafios, com 23,8% das lavouras classificadas como ruins. 

Chuvas exigem atenção dos produtores

Embora as condições produtivas sejam favoráveis, a Aprosoja/MS alerta para a necessidade de acelerar a colheita sempre que houver oportunidade. Nas últimas semanas, acumulados de chuva entre 5 e 100 milímetros dificultaram a entrada das máquinas em diversas propriedades rurais. Também foram registrados episódios isolados de granizo na região sul do Estado, sem impactos significativos sobre as plantações. 

A previsão de novas chuvas, tempestades isoladas e rajadas de vento em áreas das regiões sul, sudeste, sudoeste e leste pode continuar reduzindo a janela operacional para os produtores nos próximos dias. 

Mudança no perfil das lavouras

O levantamento também mostra uma mudança importante no uso agrícola das áreas após a soja. Nesta safra, o milho ocupa cerca de 46% da área anteriormente cultivada com a oleaginosa. Em anos anteriores, esse índice ficava próximo de 75%.

A redução está relacionada à adoção de culturas alternativas de segunda safra, como sorgo, milheto e pastagens, especialmente em áreas consideradas mais suscetíveis aos riscos climáticos previstos pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). 

Os primeiros resultados da colheita reforçam o potencial produtivo da safra. Em algumas áreas, as produtividades registradas variam entre 65,1 e 192,2 sacas por hectare, mantendo a expectativa de um desempenho acima da média histórica estadual. 

Fonte: Aprosoja/MS, Projeto SIGA-MS e Sistema Famasul.


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