Eleitor de MS vota em dois senadores em outubro, e repetir o mesmo número anula o segundo voto
Com as convenções encerradas, o Estado tem sete candidaturas ao Governo e duas vagas no Senado em disputa; primeira pesquisa divulgada depois das convenções mostra dois nomes do PL nas primeiras posições
Arte/MSConecta
Campo Grande (MS) — O eleitor sul-mato-grossense vai encontrar em outubro uma urna diferente da que usou em 2022. Neste ano, cada estado elege dois senadores, e não apenas um. É a chamada renovação de dois terços do Senado, que coloca 54 cadeiras em disputa no país e obriga o eleitor a digitar dois números diferentes para a mesma função.
A regra tem uma armadilha prática. Quem digitar o mesmo número nas duas oportunidades terá o segundo voto anulado automaticamente pela urna eletrônica. Na prática, o eleitor que quiser dobrar a votação em um único nome perde metade do próprio voto para o Senado. Os eleitos assumem mandato de oito anos, de 2027 a 2035.
A primeira pesquisa depois das convençõesO levantamento do instituto Real Time Big Data, registrado na Justiça Eleitoral sob o número MS-07706/2026, ouviu 1.600 eleitores entre 1º e 5 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na disputa pelo Senado, os números são estes:
- Reinaldo Azambuja (PL): 30%
- Capitão Contar (PL): 19%
- Nelsinho Trad (PSD): 15%
- Vander Loubet (PT): 9%
- Soraya Thronicke (PSB): 8%
- Beto do Movimento (PSOL): 5%
- Daniel Júnior (Agir): 2%
- Brancos e nulos: 4%
- Não sabe ou não respondeu: 6%
O dado que salta da tabela não é o primeiro colocado, e sim a combinação: os dois nomes à frente saíram da mesma legenda. O PL oficializou em convenção realizada em 1º de agosto, em Campo Grande, as candidaturas do ex-governador Reinaldo Azambuja e do ex-deputado estadual Capitão Contar às duas cadeiras em jogo. Como o eleitor precisa escolher dois nomes distintos, uma chapa com dois candidatos ao Senado disputa as duas vagas ao mesmo tempo, e não uma só.
Pesquisa é retrato de um momento, não previsão de resultado, e a campanha oficial ainda nem começou. Mas a fotografia de agosto mostra que a aposta do partido em lançar dois nomes chegou às convenções com fôlego nas duas posições.
Sete nomes na disputa pelo GovernoEncerrado o prazo das convenções, sete candidaturas ao Governo de Mato Grosso do Sul estão postas. Em ordem alfabética:
- Daniel Lemes (PCO), com Silvia Benites como vice
- Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, com Barbosinha como vice
- Fábio Trad (PT), com Dona Gilda como vice
- Jeferson Bezerra (Agir), com Valdenir Duarte como vice
- João Henrique Catan (Novo), com Antônio João Jacintho como vice
- Lucien Rezende (PSOL), com Kaelly Saraiva como vice
- Renato Gomes (DC), com Thiago Martins como vice
Sete candidaturas em um estado do porte de Mato Grosso do Sul significam palanque dividido e tempo de propaganda fatiado. Para o eleitor, significa uma decisão com mais opções do que o normal e menos tempo de exposição para cada uma delas.
O calendário que vem pela frenteAs convenções cumpriram o prazo legal, encerrado em 5 de agosto, mas nenhuma candidatura está valendo ainda. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente os nomes na Justiça Eleitoral, e é o registro, não a convenção, que confirma quem estará na urna. A campanha eleitoral começa em 16 de agosto. O primeiro turno acontece em 4 de outubro, e o segundo turno, se houver, em 25 de outubro.
Até lá, o eleitor de Mato Grosso do Sul tem duas contas para fazer: uma para o Governo, entre sete nomes, e duas para o Senado, sem repetir o mesmo número.