Três Lagoas monitora dengue e leishmaniose com boletim atualizado
A Vigilância Epidemiológica de Três Lagoas divulgou nesta segunda-feira os dados mais recentes sobre dengue e leishmaniose no município.
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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas divulgou nesta segunda-feira, 28 de julho de 2026, o boletim epidemiológico com o acompanhamento atualizado dos casos de dengue e leishmaniose no município. O documento, produzido pelo setor de Vigilância Epidemiológica, reúne o mapeamento dos casos confirmados por bairro e os dados acumulados no ano, instrumentos fundamentais para orientar as ações de controle vetorial na cidade.
O monitoramento contínuo dessas duas doenças segue sendo uma das principais frentes de trabalho da saúde pública em Três Lagoas. A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e a leishmaniose, com foco no controle do vetor Lutzomyia, exigem vigilância permanente especialmente durante o segundo semestre, quando as condições climáticas no Centro-Oeste favorecem a proliferação dos vetores.
Distribuição dos casos: bairros no radar da vigilânciaO boletim apresenta a distribuição geográfica dos casos positivos de dengue por bairro, permitindo que as equipes de saúde identifiquem os pontos de maior concentração e priorizem as visitas domiciliares, nebulizações e ações de conscientização junto à população. Esse tipo de mapeamento é essencial para interromper cadeias de transmissão antes que se convertam em surtos localizados.
A análise territorial dos registros também serve de base para o planejamento logístico das equipes de campo, que atuam diariamente nas regiões com maior índice de infestação do mosquito transmissor. Moradores dessas áreas são orientados a eliminar focos de água parada e acionar a SMS pelo telefone (67) 98139-3237 em caso de suspeita de sintomas.
Leishmaniose também está sob vigilância constanteParalelamente ao controle da dengue, a prefeitura mantém o acompanhamento dos casos de leishmaniose — doença que, embora menos debatida publicamente, representa risco real em municípios do interior de Mato Grosso do Sul. A leishmaniose visceral, em particular, pode ser grave se não tratada precocemente, afetando órgãos como fígado e baço.
O boletim desta semana inclui os dados consolidados de leishmaniose para 2026, oferecendo um panorama do comportamento da doença ao longo do ano. A vigilância integrada — tratando dengue e leishmaniose no mesmo documento — reflete a estratégia da SMS de centralizar informações e tornar o monitoramento mais ágil e acessível para gestores e profissionais de saúde.
Como acessar os dados e o que esperar nos próximos mesesOs arquivos completos do boletim — incluindo o mapa de dengue positivo por bairro e o relatório de leishmaniose — estão disponíveis para download no portal oficial da Prefeitura de Três Lagoas. A transparência na publicação semanal desses dados é parte do compromisso da gestão municipal com o controle epidemiológico e com a comunicação direta com a população.
Com o avanço do inverno e a chegada das primeiras chuvas de fim de ano já no horizonte do planejamento sanitário, manter o boletim atualizado permite que o município responda com antecedência a qualquer elevação nas curvas de incidência. Três Lagoas integra a rede estadual de vigilância de Mato Grosso do Sul, que acompanha o comportamento dessas doenças em todos os 79 municípios do estado.
Fontes: PREFEITURA DE TRÊS LAGOAS, SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE TRÊS LAGOAS