Hexatrens da Suzano recebem autorização para operar em rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul
Permissão experimental permitirá circulação de 41 veículos em trechos não pavimentados de Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas
A logística florestal de Mato Grosso do Sul ganhou um novo capítulo com a autorização para circulação experimental dos chamados hexatrens da Suzano em rodovias estaduais. A permissão, concedida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), terá validade de 12 meses e permitirá a operação de 41 composições utilizadas no transporte de madeira destinada à produção de celulose.
Os hexatrens são combinações de carga compostas por um caminhão-trator e seis semirreboques, capazes de transportar volumes significativamente maiores do que os veículos convencionais. Com capacidade de tração que pode chegar a 250 toneladas, esses conjuntos já eram utilizados pela empresa em estradas internas das áreas florestais, mas agora poderão trafegar em trechos específicos de rodovias estaduais não pavimentadas.
A autorização contempla rotas localizadas nos municípios de Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, regiões que concentram grande parte das operações florestais da Suzano e do chamado Vale da Celulose, polo que vem impulsionando investimentos e desenvolvimento econômico no Estado.
Segundo a Senatran, a medida possui caráter experimental e tem como objetivo reunir informações técnicas e operacionais para avaliar o desempenho desse tipo de composição veicular. Os dados coletados deverão subsidiar futuras discussões sobre regulamentação e eventual ampliação do uso dos hexatrens em outras operações logísticas no país.
A circulação estará sujeita a uma série de regras. Os veículos não poderão trafegar em rodovias pavimentadas nem circular em comboio. Além disso, será obrigatória a manutenção de uma distância mínima de 300 metros entre as composições, bem como a identificação externa dos veículos participantes do projeto.
A empresa também deverá apresentar estudos técnicos sobre as condições das rotas utilizadas e encaminhar relatórios periódicos contendo dados operacionais dos testes. Eventuais impactos ou danos causados à infraestrutura viária ficarão sob responsabilidade da própria companhia.
A iniciativa reforça a busca por maior eficiência no transporte de matéria-prima para a indústria de celulose sul-mato-grossense. Com veículos capazes de transportar cargas maiores em uma única viagem, a expectativa é otimizar a logística florestal e reduzir custos operacionais ao longo da cadeia produtiva.
A experiência será acompanhada por órgãos reguladores e poderá servir de referência para futuras decisões sobre o uso de composições de grande porte no transporte de cargas do agronegócio e da indústria florestal brasileira.