Campo Grande foi escolhida pelo Ministério da Saúde como o primeiro município de grande porte do Brasil a implantar integralmente o e-SUS Regulação, nova plataforma desenvolvida para ampliar a transparência e modernizar a gestão das filas do Sistema Único de Saúde (SUS).
A ferramenta tem como objetivo integrar informações que atualmente estão distribuídas em diferentes sistemas, permitindo maior controle sobre solicitações de consultas, exames e procedimentos especializados. A expectativa é que pacientes e gestores tenham acesso a informações mais organizadas sobre o andamento dos pedidos e o tempo de espera para atendimento.
Além de liderar a implantação do sistema, Campo Grande também se tornou referência no processo de transição tecnológica. Nos últimos dias, a Capital sediou uma capacitação voltada para cerca de 120 profissionais das Centrais de Regulação de 64 municípios de Mato Grosso do Sul, preparando equipes para a futura adoção da plataforma em todo o Estado.
Na prática, o e-SUS Regulação substituirá gradativamente o Sisreg, sistema utilizado há aproximadamente duas décadas para gerenciamento das filas e encaminhamentos da saúde pública. A mudança busca oferecer mais eficiência na gestão dos atendimentos especializados e fornecer dados mais precisos para o planejamento da rede de saúde.
A migração para a nova plataforma está prevista para ocorrer entre outubro e novembro deste ano. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o processo está sendo conduzido para garantir segurança na transferência das informações e adaptação das equipes que atuarão diretamente na operação do sistema.
Um dos principais benefícios esperados é a ampliação da transparência. Com a integração dos dados, será possível acompanhar de forma mais clara o percurso das solicitações dentro da rede pública, reduzindo a fragmentação das informações e facilitando o monitoramento das filas de espera.
A escolha de Campo Grande para iniciar a implantação nacional reforça o protagonismo da Capital sul-mato-grossense em projetos de inovação na saúde pública. A expectativa é que a experiência sirva de modelo para outras cidades brasileiras e contribua para tornar o acesso aos serviços especializados do SUS mais organizado, eficiente e transparente.
Fonte: Ministério da Saúde, Sesau e Prefeitura de Campo Grande.