Bonito Cinesur abre temporada com Gianecchini e filme inédito nesta sexta
Festival de Cinema Sul-Americano começa em 24 de julho no Centro de Convenções de Bonito, com entrada gratuita e programação até 1º de agosto.
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O município de Bonito, no Pantanal sul-mato-grossense, assume nesta sexta-feira (24 de julho) o papel de capital do cinema sul-americano: a partir das 19h30, o Centro de Convenções de Bonito — Auditório Kadiwéu — recebe a cerimônia de abertura do Bonito Cinesur – Festival de Cinema Sul-Americano, com apresentação do ator Reynaldo Gianecchini e exibição do longa "Querido Trópico", escolhido para abrir oficialmente a edição de 2026. A entrada é gratuita.
O Cinesur já ocupa lugar consolidado no calendário cultural de Mato Grosso do Sul, reunindo realizadores, cinéfilos e o público geral em torno de produções que raramente chegam ao circuito comercial do interior do país. Para Bonito — cidade que vive do turismo de natureza — o festival representa um vetor de diversificação: transforma a cidade em destino de turismo cultural durante uma semana inteira, atraindo visitantes que, de outra forma, viriam apenas pelos atrativos naturais.
Abertura com nome nacional e filme de estreiaA escolha de Reynaldo Gianecchini como mestre de cerimônias da abertura não é acidental: o ator, um dos mais reconhecidos do Brasil, empresta visibilidade nacional ao evento e reforça a ambição do festival de projetar Bonito além das fronteiras regionais. O filme "Querido Trópico", que abre a programação, é uma produção que dialoga diretamente com a identidade geográfica e cultural da América do Sul — tema central do Cinesur em todas as suas edições.
A cerimônia começa pontualmente às 19h30 e é aberta ao público sem necessidade de inscrição prévia ou pagamento. Moradores e turistas que estiverem na cidade nesta sexta têm a oportunidade de assistir ao ato inaugural ao lado de convidados do mundo do cinema.
Programação vai até 1º de agosto com oficinas e debatesDo dia 24 de julho ao dia 1º de agosto, o festival ocupa o Centro de Convenções e outros espaços da cidade com uma grade que vai muito além das sessões de filme. Mostras competitivas, debates com realizadores, oficinas de audiovisual e atividades de intercâmbio cultural entre países da América do Sul compõem o calendário da semana — tudo com acesso gratuito, garantindo que o evento não fique restrito a um público seleto.
O recorte sul-americano do festival tem peso estratégico para Mato Grosso do Sul, estado que faz fronteira com Paraguai e Bolívia e que historicamente mantém laços culturais e econômicos com seus vizinhos. Receber produções e realizadores de toda a região reforça o papel do estado como ponto de conexão entre o Brasil e o restante do continente.
Impacto econômico e turístico para BonitoPara além do valor cultural, o Bonito Cinesur movimenta a cadeia do turismo local em um dos períodos mais importantes do ano para a cidade. Hotéis, restaurantes e serviços de transporte sentem o reflexo direto do fluxo gerado pelo festival, que atrai tanto visitantes que já estavam programados para conhecer as belezas naturais da região quanto um novo perfil de público — o turista cultural, que vem especificamente pelo cinema.
A consolidação do evento no calendário nacional posiciona Bonito de forma singular: ao lado dos rios, cachoeiras e flutuações que tornaram a cidade famosa, o Cinesur adiciona uma dimensão intelectual e artística à experiência de quem visita o município. Para o estado de Mato Grosso do Sul, ter um festival de cinema sul-americano sediado no Pantanal é também uma declaração de que cultura de alta qualidade não precisa ficar concentrada nos grandes centros urbanos.
Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE BONITO