Copa do Mundo Feminina 2027: Brasil será sede com final no Maracanã

Torneio começa em 24 de junho de 2027 e reunirá 32 seleções em oito cidades brasileiras, marcando a estreia do evento na América do Sul.

Por

Divulgação

O Brasil vai sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027, o maior torneio do futebol de mulheres, entre os dias 24 de junho e 25 de julho do ano que vem — e a competição terá um significado histórico duplo: será a primeira vez que o evento acontece em solo sul-americano e a primeira vez que a Seleção Brasileira feminina disputa um Mundial jogando em casa, com o peso e o calor de uma torcida inteira à favor.

O torneio traz um calendário intenso de 32 dias, com 64 partidas entre 32 seleções — o mesmo modelo utilizado na Copa de 2023, disputada na Austrália e na Nova Zelândia. A diferença, desta vez, é que os holofotes estarão sobre o continente americano, e o Brasil carrega a missão de ser palco e protagonista ao mesmo tempo.

Roteiro do torneio: de junho a julho, passando por oito cidades

A fase de grupos abre o torneio entre os dias 24 de junho e 8 de julho. A partir daí, o mata-mata avança em etapas: as oitavas de final acontecem de 10 a 13 de julho, as quartas de final nos dias 16 e 17, e as semifinais nos dias 20 e 21 de julho. A disputa pelo terceiro lugar está marcada para 24 de julho, um dia antes da grande final, que acontece no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 25 de julho de 2027 — um domingo que promete parar o país.

Os jogos serão distribuídos por oito cidades espalhadas por todas as regiões do Brasil, com exceção da região Norte. A escolha das sedes garante uma cobertura geográfica ampla, levando o torneio a diferentes públicos e realidades do país. As vagas para os jogos devem movimentar o turismo interno de forma significativa, com torcedores viajando entre estados para acompanhar as partidas ao vivo.

Brasil garantido, rivais poderosos e um título que nunca veio

Como país-sede, o Brasil já tem sua vaga assegurada no torneio. As outras 31 vagas serão preenchidas pelas eliminatórias continentais, cujo prazo vai até fevereiro de 2027. A Europa terá 11 representantes, a Ásia seis, a Concacaf (América do Norte e Central) e a África quatro cada, a Oceania uma, e a Conmebol mais três vagas além da seleção brasileira. As três últimas vagas serão definidas em um playoff intercontinental.

No campo das favoritas, o cenário é desafiador para o Brasil. A Espanha, atual campeã do mundo após o título conquistado em 2023, chega como principal candidata à retenção do troféu. Os Estados Unidos, com quatro títulos mundiais e tradição consolidada, também estarão entre as principais ameaças. O Japão, bicampeão, completa o grupo de seleções que historicamente dominam a competição. O Brasil, que nunca venceu um Mundial feminino, tem na campanha de 2007, quando foi vice-campeão após derrota para a Alemanha na final disputada na China, o melhor resultado de sua história.

O que o torneio representa para o Brasil — e para o torcedor de MS

Sediar uma Copa do Mundo Feminina vai muito além do esporte. O evento movimenta cadeias inteiras de turismo, hotelaria, transporte e economia local nas cidades-sede. Para os torcedores de Mato Grosso do Sul, o torneio representa uma oportunidade concreta de acompanhar o futebol de elite de perto — seja viajando até uma das oito sedes, seja vivendo a atmosfera de um Mundial que, pela primeira vez, bate à porta do continente.

A expectativa é que o torneio atraia torcedores de todo o Brasil e do exterior, gerando um impacto econômico expressivo nas cidades escolhidas. As eliminatórias continentais ainda definirão quais seleções farão o caminho até o Maracanã em julho de 2027 — mas o Brasil já sabe que estará lá, defendendo as cores da casa num palco inédito para o futebol feminino sul-americano.

Fontes: FIFA, EXAME