Invicta no Mundial, seleção feminina de vôlei sentado enfrenta EUA na final

Brasileiras derrotaram a China por 3 a 0 na semifinal em Hangzhou e buscam o bicampeonato mundial nesta sexta-feira (17), às 5h30

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A seleção brasileira feminina de vôlei sentado está a um passo de revalidar o título mundial. Nesta quinta-feira (16), em Hangzhou, na China, a equipe brasileira varreu a seleção anfitriã por 3 sets a 0 — parciais de 25/22, 25/19 e 25/13 — e garantiu vaga na grande final, que será disputada nesta sexta-feira (17) a partir das 5h30 (horário de Brasília), contra os Estados Unidos.

O resultado confirma uma campanha impecável. Ao longo de toda a competição, o Brasil não cedeu sequer uma partida, chegando à decisão com 100% de aproveitamento — feito que reforça a posição do país como potência global no paradesporto. A conquista de quatro anos atrás, no Mundial de Sarajevo, foi o primeiro título inédito da modalidade para as brasileiras. Agora, a missão é escrever um novo capítulo.

Suellen Dellangelica comanda a goleada sobre a anfitriã

Diante de uma China que jogava em casa e contava com a pressão da torcida para virar o jogo, o Brasil tratou de impor seu ritmo desde o primeiro set. Suellen Dellangelica foi a grande protagonista do confronto, terminando a partida como maior pontuadora com 20 acertos — número que reflete tanto a eficiência quanto a consistência da atleta ao longo dos sets. Janaína Petit complementou o ataque brasileiro com 13 pontos, sendo a segunda maior marcadora da equipe.

A vitória sobre a anfitriã tem peso simbólico relevante: derrubar uma seleção que joga em seu próprio território, diante de sua própria torcida, em uma semifinal de Mundial, exige controle emocional e nível técnico elevadíssimo. O Brasil entregou os dois.

Campanha perfeita da fase de grupos à semifinal

A trajetória brasileira no torneio não deixou dúvidas sobre a supremacia da equipe. Na fase de grupos, o Brasil derrotou Tailândia, Itália e França sem perder um set sequer. Nas oitavas de final, a Hungria foi superada, e nas quartas a Ucrânia também não resistiu ao volume de jogo das brasileiras. São seis vitórias em seis jogos — um domínio absoluto que coloca a equipe como grande favorita na decisão diante dos norte-americanos.

Há quatro anos, na capital da Bósnia e Herzegovina, as brasileiras conquistaram o primeiro título mundial da modalidade ao bater o Canadá por 3 sets a 1. Defender esse troféu, em solo asiático, contra uma potência como os EUA, seria o coroamento de uma geração que tem transformado o vôlei sentado feminino do Brasil em referência internacional.

Seleção masculina disputa bronze ainda de madrugada

Enquanto as mulheres brigam pelo ouro, a seleção masculina terá sua chance de subir ao pódio ainda na madrugada desta sexta. A partir de 1h (horário de Brasília), os brasileiros enfrentam o Cazaquistão na disputa pelo terceiro lugar. A vaga na final havia ficado fora do alcance após uma derrota por 3 sets a 1 frente à Bósnia e Herzegovina — parciais de 20/25, 18/25, 25/23 e 10/25 — que encerrou o sonho inédito de uma disputa de título masculino.

Ainda assim, uma medalha de bronze representaria um resultado histórico para o vôlei sentado masculino brasileiro. A programação desta sexta coloca o Brasil em quadra duas vezes em poucas horas, exigindo atenção dos torcedores que quiserem acompanhar ao vivo a dupla jornada paradesportiva.

O vôlei sentado integra o calendário paralímpico e tem crescido em visibilidade no Brasil nos últimos anos, especialmente após o bicampeonato ser colocado ao alcance da seleção feminina. A final desta sexta pode consolidar o país entre as nações dominantes da modalidade por pelo menos mais um ciclo olímpico.

Fontes: AGÊNCIA BRASIL, WORLD PARAVOLLEY