Ponte da Rota Bioceânica une Brasil e Paraguai após conclusão do “beijo das aduelas”

Encontro das estruturas marca etapa histórica da ligação entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta e aproxima conclusão de corredor logístico internacional

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A Ponte da Rota Bioceânica alcançou um dos momentos mais simbólicos de sua construção com a conclusão do chamado “beijo das aduelas”, etapa que marca o encontro físico das estruturas erguidas simultaneamente por Brasil e Paraguai sobre o Rio Paraguai.

A ligação entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (PY) foi concluída após cerca de quatro anos de obras. 

Segundo o prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, a conexão entre os dois lados da ponte já está finalizada. De acordo com ele, ainda restam serviços complementares na parte superior da estrutura, mas a ligação física entre os países foi concluída.

A expectativa é que autoridades brasileiras e paraguaias participem de uma cerimônia de celebração do marco histórico. 

A obra integra a Rota Bioceânica, corredor internacional que ligará o Brasil aos portos do Oceano Pacífico, atravessando Paraguai, Argentina e Chile.

O projeto é considerado um dos mais importantes para a logística e o comércio exterior da América do Sul. 

A ponte, denominada Heitor Miranda dos Santos, teve sua pedra fundamental lançada em dezembro de 2021, enquanto as obras começaram em janeiro de 2022.

Com cerca de 1.294 metros de extensão, a estrutura é estratégica para consolidar o chamado Corredor Rodoviário de Capricórnio, reduzindo custos e tempo de transporte de mercadorias entre o Brasil e mercados asiáticos. 

Especialistas e autoridades estimam que a nova rota poderá reduzir em até 17 dias o tempo de transporte entre o Brasil e a Ásia, beneficiando especialmente setores como agronegócio, logística e exportação de commodities.

Mato Grosso do Sul deve ser um dos principais beneficiados, consolidando-se como eixo de integração comercial entre o Atlântico e o Pacífico.

A conclusão do “beijo” representa o encerramento da etapa estrutural da ponte. Nos próximos meses serão executados serviços complementares, como acabamento do pavimento, ajustes dos cabos estaiados, sinalização, sistemas de segurança e demais intervenções necessárias para a entrega definitiva da obra.

Além de impulsionar as exportações brasileiras, a nova ligação deve facilitar a mobilidade na região de fronteira. Atualmente, grande parte da travessia entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta depende de balsas e embarcações.

Com a operação da ponte, o deslocamento de pessoas e mercadorias se tornará mais rápido e eficiente. 

A expectativa é que a Rota Bioceânica transforme Mato Grosso do Sul em um dos principais corredores logísticos da América do Sul, atraindo investimentos, ampliando a competitividade da produção regional e fortalecendo a integração econômica entre os países envolvidos no projeto.