Patinetes elétricos compartilhados entram em fase de testes em Campo Grande

Capital passa a contar com nova opção de micromobilidade urbana; operação experimental será acompanhada pela Agetran

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Campo Grande dá mais um passo em direção à mobilidade urbana sustentável. A partir desta terça-feira (7), a Capital inicia a fase de testes dos patinetes elétricos compartilhados, sistema que será operado pela empresa JET e monitorado pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

O lançamento oficial acontece na Praça Ary Coelho, marcando a estreia da micromobilidade compartilhada no município. 

A operação experimental tem como objetivo avaliar o desempenho do serviço antes da regulamentação definitiva.

Durante o período de testes, equipes técnicas da Agetran acompanharão indicadores como demanda de uso, comportamento dos usuários, integração com a malha cicloviária e impactos na mobilidade urbana da cidade. 

Segundo a Agetran, as informações coletadas servirão de base para futuras decisões sobre o funcionamento permanente do sistema em Campo Grande.

A avaliação também permitirá identificar ajustes necessários para garantir segurança, acessibilidade e organização dos espaços públicos. 

Teste terá duração inicial de 90 dias

A autorização concedida à empresa responsável prevê uma fase experimental de 90 dias, podendo ser prorrogada por igual período.

A JET é, até o momento, a primeira operadora autorizada a participar do projeto-piloto na Capital. A empresa já atua em diversas cidades brasileiras e latino-americanas oferecendo serviços de compartilhamento por meio de aplicativo celular. 

Para utilizar os equipamentos, os usuários deverão localizar os patinetes pelo aplicativo, realizar o desbloqueio via QR Code e efetuar o pagamento pela plataforma digital. 

Regras de circulação e segurança

A operação experimental segue normas estabelecidas pela Agetran. Entre as exigências estão o monitoramento em tempo real da frota, compartilhamento de dados operacionais, manutenção dos equipamentos e atendimento aos usuários.

Também será obrigatório o uso de tecnologias de georreferenciamento e geofencing, que permitem limitar áreas de circulação ou reduzir automaticamente a velocidade dos patinetes em regiões específicas. 

As regras incluem ainda critérios para estacionamento dos equipamentos, limites de velocidade e responsabilidades da empresa operadora, buscando evitar transtornos aos pedestres e garantir a convivência segura entre os diferentes modais de transporte.

Mobilidade mais sustentável

A iniciativa integra o movimento de expansão da micromobilidade nas grandes cidades brasileiras.

Além de ampliar as alternativas de deslocamento para trajetos curtos, os patinetes elétricos são vistos como uma solução complementar ao transporte coletivo e um incentivo ao uso da infraestrutura cicloviária já existente em Campo Grande. 

Com cerca de 135 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, a Capital passa a testar uma alternativa que pode contribuir para reduzir deslocamentos feitos por veículos motorizados, diminuindo congestionamentos e impactos ambientais.

A expectativa da administração municipal é que os resultados obtidos durante a fase experimental orientem a construção de uma regulamentação definitiva, permitindo que o novo modal seja incorporado de forma segura e eficiente ao sistema de mobilidade urbana de Campo Grande.