Mato Grosso do Sul lidera ranking nacional de remuneração inicial para professores da rede estadual

Estudo mostra que salário de entrada no Estado chega a R$ 13 mil, mais que o dobro do piso nacional do magistério

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Mato Grosso do Sul ocupa a primeira posição no ranking nacional de remuneração inicial para professores da rede estadual de ensino.

De acordo com o estudo “Planos de Carreira e Remuneração do Magistério – Redes Públicas Estaduais 2025”, elaborado pelo Movimento Profissão Docente, o salário inicial para docentes com licenciatura e jornada de 40 horas semanais alcançou R$ 13.007,12 no Estado, o maior valor registrado no país. 

O levantamento aponta que a remuneração inicial média dos professores das redes estaduais brasileiras foi de R$ 6.212,36 em 2025, equivalente a 128% do piso nacional do magistério, fixado em R$ 4.867,77. 

Na outra ponta da lista aparece o Rio de Janeiro, onde a remuneração inicial corresponde exatamente ao piso nacional, de R$ 4.867,77 para a mesma jornada de trabalho. 

Segundo o estudo, as diferenças entre os estados refletem fatores como capacidade fiscal, disponibilidade orçamentária e, principalmente, a estrutura dos planos de carreira adotados por cada rede de ensino. 

Carreira mais atrativa

Os pesquisadores destacam que a valorização da carreira docente é um dos elementos centrais para atrair profissionais qualificados para a educação pública. O levantamento identificou que houve ganhos reais na remuneração inicial nos últimos anos, mas ressalta que ainda existem desafios relacionados à progressão salarial ao longo da carreira. 

O coordenador do Movimento Profissão Docente, Haroldo Rocha, afirma que a melhoria do salário de entrada é positiva, mas precisa vir acompanhada de perspectivas de crescimento profissional para tornar a carreira mais atrativa aos jovens. 

Modernização das carreiras

O estudo também revela que 74% das redes estaduais já adotam jornadas de 40 horas semanais, favorecendo maior dedicação dos professores à profissão, além de todas cumprirem o mínimo legal de um terço da carga horária destinado a atividades extraclasse. 

Para especialistas da área, políticas que fortaleçam o desenvolvimento profissional, a formação continuada e a avaliação de desempenho podem contribuir para a melhoria da qualidade da educação e dos resultados de aprendizagem. 

No caso de Mato Grosso do Sul, o destaque nacional na remuneração inicial reforça a importância da valorização docente como estratégia para atrair talentos, reduzir a escassez de profissionais e fortalecer a educação pública.

O desafio, segundo o estudo, é garantir que essa valorização esteja acompanhada de carreiras sustentáveis, com incentivos ao aperfeiçoamento e à permanência dos profissionais na rede de ensino. 

Fonte: Movimento Profissão Docente – Planos de Carreira e Remuneração do Magistério: Redes Públicas Estaduais 2025.


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