Campo Grande tem se consolidado como destino de famílias migrantes que buscam segurança, oportunidades e melhores condições de vida.
Na Capital, a Casa Resgate desempenha papel importante no acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo suporte para quem chega ao município em busca de um recomeço.
O serviço funciona como uma casa de passagem e pode receber migrantes por até 90 dias. Durante esse período, as equipes auxiliam na regularização de documentos, matrícula de crianças na rede de ensino, encaminhamento para vagas de emprego e busca por moradia.
Atualmente, a unidade atende pessoas de diversas nacionalidades, incluindo colombianos, equatorianos, haitianos, bolivianos, peruanos e venezuelanos. Segundo a instituição, os venezuelanos representam a maior parte dos acolhidos.
A técnica da Casa Resgate, Jéssica Thaynara Rodrigues, explica que parte dos migrantes utiliza o espaço apenas como apoio temporário antes de seguir para outras cidades, enquanto outros optam por permanecer em Campo Grande e iniciar um processo de reorganização da vida.
Além da hospedagem, o local oferece estrutura para alimentação, higiene pessoal, lavanderia e convivência, contribuindo para a adaptação das famílias durante o período de acolhimento.
Entre as histórias atendidas pela instituição está a da colombiana Luisa Fernanda Garcia Luna, de 26 anos. Ela chegou à Capital acompanhada do marido e dos dois filhos após deixar seu país de origem em busca de mais segurança. Hoje, a família busca reconstruir a vida na cidade, enquanto as crianças já frequentam a rede municipal de ensino.
A Casa Resgate integra a rede de atendimento voltada a migrantes e refugiados e recebe apoio para fortalecer as ações de acolhimento e inclusão social, facilitando a integração dessas famílias à comunidade campo-grandense.