Mato Grosso do Sul cria 16,2 mil empregos formais nos cinco primeiros meses de 2026

Estado mantém saldo positivo na geração de vagas e tem na indústria da celulose um dos principais motores da economia

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Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo de 16.223 empregos com carteira assinada entre janeiro e maio de 2026, resultado que reforça o bom desempenho do mercado de trabalho estadual e a expansão de atividades econômicas em diversas regiões.

No acumulado dos últimos 12 meses, entre junho de 2025 e maio de 2026, foram contabilizadas 419.240 admissões e 404.734 desligamentos, gerando saldo positivo de 14.506 vagas formais. 

Os números demonstram a capacidade de crescimento da economia sul-mato-grossense, impulsionada por investimentos em setores estratégicos, como serviços, indústria, construção civil e agronegócio.

Somente em maio, o setor de Serviços liderou a geração de empregos, com saldo de 851 vagas, seguido pela Indústria, com 605 postos de trabalho, e pela Construção Civil, com 444 novas vagas. 

Entre os fatores que ajudam a explicar esse desempenho está a expansão da cadeia da celulose, considerada atualmente uma das principais forças econômicas do Estado.

Mato Grosso do Sul consolidou-se como o chamado Vale da Celulose, com operações de grandes empresas e novos empreendimentos que movimentam bilhões de reais em investimentos. 

O principal destaque é o Projeto Sucuriú, da chilena Arauco, em Inocência. Com investimento estimado em cerca de R$ 25 bilhões, a fábrica terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano e deverá gerar aproximadamente 14 mil empregos durante as obras e cerca de 6 mil postos permanentes após o início das operações. 

Além da Arauco, investimentos realizados por empresas como Suzano, Eldorado Brasil e Bracell vêm ampliando a demanda por trabalhadores nas áreas industrial, florestal, logística e de transporte.

Esse movimento tem contribuído diretamente para o fortalecimento da economia regional e para o aumento da oferta de empregos formais em municípios como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Inocência, Água Clara e Bataguassu. 

O avanço da indústria da celulose também tem provocado novos desafios, especialmente relacionados à qualificação profissional.

A demanda crescente por mão de obra especializada levou empresas e instituições de ensino a ampliarem programas de capacitação para atender às necessidades dos empreendimentos em implantação. 

Com mais de 16 mil vagas criadas apenas nos cinco primeiros meses do ano e investimentos bilionários em andamento, Mato Grosso do Sul segue consolidando sua posição como um dos estados mais dinâmicos do país na geração de empregos e na atração de grandes projetos industriais.