MS fortalece mineração e busca espaço na nova onda de investimentos do setor
Enquanto o Pará lidera a atração de recursos na mineração, MS amplia a produção de ferro e manganês e aposta em novos projetos .
A mineração brasileira se prepara para receber uma nova rodada de investimentos até o fim da década.
Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o Pará deverá concentrar US$ 14,6 bilhões em aportes entre 2026 e 2030, respondendo por cerca de 19% dos investimentos previstos para o setor em todo o país.
Embora os grandes volumes estejam direcionados aos tradicionais polos mineradores, Mato Grosso do Sul também avança para ampliar sua participação na atividade mineral.
Com reservas expressivas de minério de ferro e manganês, principalmente na região de Corumbá e Ladário, o Estado vem atraindo investimentos privados e fortalecendo sua estratégia de desenvolvimento para o setor.
Atualmente, Corumbá é considerada o principal polo mineral sul-mato-grossense. A região abriga algumas das maiores reservas brasileiras de ferro e manganês, minerais que seguem em alta demanda nos mercados nacional e internacional.
Entre os investimentos confirmados estão os projetos de expansão da MCR (Mineração Corumbaense Reunida), empresa do grupo J&F, que vem ampliando sua capacidade produtiva na região. A companhia tem investido no aumento da produção de minério de ferro e na modernização de suas operações.
Outra empresa que mantém aportes em Mato Grosso do Sul é a MPP Mineração, que anunciou investimentos voltados à ampliação da produção e à adoção de novas tecnologias, fortalecendo a competitividade do setor mineral no Estado.
Além dos projetos privados, o governo estadual trabalha para impulsionar a atividade por meio da reestruturação da MS Mineral e da ampliação dos levantamentos geológicos, identificando novas áreas com potencial para exploração e aproveitamento econômico dos recursos minerais.
Mato Grosso do Sul também aposta na diversificação mineral. Além de ferro e manganês, o Estado possui reservas de calcário, fosfato, mármore, basalto e outros minerais utilizados na agricultura, construção civil e indústria. A região da Serra da Bodoquena é apontada como uma das áreas com potencial para novos empreendimentos.
A expansão do setor está ligada ainda aos investimentos em infraestrutura logística. Melhorias na hidrovia do Rio Paraguai e projetos de revitalização da Malha Oeste ferroviária são considerados estratégicos para aumentar a competitividade da mineração sul-mato-grossense e facilitar o escoamento da produção.
Para especialistas, a crescente demanda mundial por matérias-primas minerais, especialmente aquelas ligadas à transição energética e à indústria de base, abre oportunidades para estados com potencial geológico consolidado.
Nesse contexto, Mato Grosso do Sul busca transformar suas reservas minerais em uma nova frente de desenvolvimento econômico, geração de empregos e atração de investimentos nos próximos anos.