A Prefeitura de Campo Grande tem até o dia 10 de junho para se manifestar em um procedimento aberto pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) que investiga o uso de recursos do Fundo Municipal de Saúde.
A apuração ocorre em meio a denúncias de atrasos nos pagamentos a empresas fornecedoras de medicamentos e insumos.
De acordo com relatos apresentados ao MPMS, algumas empresas afirmam que não recebem pelos serviços desde o ano passado.
Diante da inadimplência, parte dos fornecedores já teria suspendido o fornecimento de produtos e serviços, o que vem impactando diretamente o atendimento na rede pública de saúde.
Moradores da capital relatam dificuldades para conseguir exames e medicamentos, evidenciando possíveis reflexos da situação financeira enfrentada pelo município no setor.
A própria administração municipal reconheceu, durante o procedimento, que existem dívidas em aberto com fornecedores.
O inquérito conduzido pelo Ministério Público reúne cerca de 400 páginas de documentos e detalha os valores devidos.
Segundo os registros, uma distribuidora de materiais hospitalares tem mais de R$ 4 milhões a receber. Outra empresa acumula cerca de R$ 2,7 milhões em créditos pendentes. Já uma terceira fornecedora registra atrasos desde janeiro do ano passado, somando mais de R$ 531 mil.
A investigação busca esclarecer a gestão dos recursos da saúde e garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.
O caso segue em análise pelo MPMS, que aguarda a manifestação oficial da prefeitura dentro do prazo estabelecido.