Iagro aprova novos defensivos agrícolas e libera 15 agrotóxicos para uso em MS

Produtos incluem inseticidas, herbicidas e fungicidas; dois foram classificados como altamente tóxicos

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A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) aprovou, na sexta-feira (22 de maio de 2026), o cadastro de 15 novos agrotóxicos para comercialização em Mato Grosso do Sul, ampliando a lista de defensivos disponíveis para uso no campo. 

A autorização foi publicada no Diário Oficial do Estado e inclui produtos destinados a diferentes finalidades, como controle de pragas, doenças e plantas daninhas em diversas culturas agrícolas. 

📊 Tipos de defensivos liberados

Entre os produtos aprovados pela agência estadual estão:

9 herbicidas 2 inseticidas 1 acaricida/inseticida 2 fungicidas
1 nematicida microbiológico 

A diversidade reflete a estratégia de ampliar as opções de manejo no campo, permitindo que produtores tenham alternativas para diferentes tipos de pragas e sistemas de produção.

⚠️ Classificação toxicológica

Os novos defensivos foram classificados de acordo com o grau de toxicidade. Segundo a Iagro:

7 produtos são considerados improváveis de causar dano agudo 3 são pouco tóxicos 3 são moderadamente tóxicos
2 foram classificados como altamente tóxicos 

Os produtos mais perigosos pertencem às classes de fungicidas e inseticidas, o que exige maior controle no uso, armazenamento e aplicação.

🧪 Principais substâncias utilizadas

Entre os ingredientes ativos presentes nos novos registros estão:

Bifentrina e lambda-cialotrina (inseticidas) Clorotalonil, tebuconazol e metominostrobina (fungicidas) Glufosinato de amônio, 2,4-D e picloram (herbicidas)
Bacillus amyloliquefaciens (biológico) 

A lista também inclui compostos de origem biológica, tendência crescente no setor por apresentar menor impacto ambiental.

🌿 Avanço de produtos biológicos

Entre os destaques está o aumento de registros de defensivos microbiológicos, usados no controle biológico de pragas.

Esses produtos utilizam organismos vivos ou extratos naturais e têm sido incentivados como alternativa ao uso intensivo de químicos tradicionais.

Apesar disso, especialistas alertam que o uso desses insumos deve seguir orientação técnica para garantir eficácia e segurança.

📌 Como funciona a liberação

Para ser autorizado em Mato Grosso do Sul, um defensivo precisa cumprir duas etapas:

Registro federal (Ministério da Agricultura, Anvisa e Ibama)
Cadastro estadual na Iagro, que libera a comercialização local [ms.gov.br]

Além disso:

a venda exige receita agronômica obrigatória
o uso irregular pode gerar multas e sanções

🚜 Impacto para o setor agropecuário

A liberação de novos produtos é vista como positiva por parte do setor produtivo, pois amplia o leque de opções para controle de pragas e doenças — especialmente em regiões com forte pressão sanitária.

No entanto, o tema também levanta debates sobre o uso responsável de agrotóxicos, principalmente diante da presença de produtos classificados como altamente tóxicos.

Em Mato Grosso do Sul, o uso de defensivos é significativo. Dados recentes apontam que milhões de litros são utilizados anualmente nas lavouras e pastagens do Estado.