Congelamento de óvulos cresce em MS e revela mudança no planejamento da maternidade

Procedimento ganha força entre mulheres, mas alto custo ainda limita acesso

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Cada vez mais mulheres em Mato Grosso do Sul estão optando por adiar a maternidade — e uma das estratégias que vem ganhando espaço é o congelamento de óvulos, técnica da medicina reprodutiva que preserva a fertilidade para o futuro.

A prática, antes pouco difundida fora dos grandes centros, se torna mais comum no estado, acompanhando uma tendência nacional. Profissionais da área apontam que a busca pelo procedimento aumentou significativamente nos últimos anos, impulsionada por fatores como carreira, estabilidade financeira e mudanças no estilo de vida.

📊 Crescimento da procura

Dados recentes mostram que o número de embriões congelados cresceu expressivamente, refletindo a maior adesão à técnica por parte das pacientes.

A ampliação do acesso à informação sobre fertilidade feminina também contribui para esse movimento. Muitas mulheres passaram a compreender melhor que a idade influencia diretamente as chances de engravidar, o que tem levado à decisão de preservar os óvulos ainda mais jovens.

💰 Custo ainda é desafio

Apesar do avanço, o congelamento de óvulos continua sendo um procedimento restrito a uma parcela da população. O motivo principal é o valor elevado: o processo completo pode ultrapassar R$ 20 mil, sem contar custos de manutenção anual. 

Esse cenário limita o acesso e evidencia uma desigualdade no planejamento reprodutivo, já que muitas mulheres não conseguem arcar com os gastos envolvidos.

👩‍💼 Mudança de perfil

A decisão de adiar a maternidade já não está ligada apenas à carreira. Especialistas observam que há uma combinação de fatores:

busca por estabilidade emocional planejamento financeiro
desejo de experiências pessoais antes dos filhos

Com isso, cresce o número de mulheres que optam por ter filhos após os 35 anos — fase em que a fertilidade tende a diminuir naturalmente.

🏥 Tecnologia e autonomia

O congelamento de óvulos é visto por muitas mulheres como um instrumento de autonomia reprodutiva, permitindo maior controle sobre o momento de engravidar.

No entanto, médicos alertam que o procedimento não garante gravidez futura, mas aumenta as chances, especialmente quando realizado em idade mais jovem.