Lama que inspira: Como a arte com o barro pode te proporcionar uma melhora na saúde
Estudante de medicina, Vic Amaral descobriu a arte como uma nova paixão
Muitos artistas já demonstram sinais de suas artes desde crianças, com desenhos, pinturas e habilidades avançadas e diferentes. Com a Vic Amaral, a arte de fato aconteceu já na fase adulta, porém, sua conexão com a cultura e, principalmente, com o barro, é algo que a cativa desde cedo.
“Desde criança eu já amava o barro, não sei se por ser capricorniana, mas eu adoro terra, mexer com terra, plantar, tudo isso. O barro fez parte da minha infância. Minha mãe tinha um amigo que era dono de um ateliê e ele cedia pra gente ir brincar”, conta. Essa época de contato com a cerâmica aconteceu quando ela morava no Tocantins. Depois de viver em outros estados, aos 20 anos voltou para a Cidade Morena, onde nasceu.
De volta às origens, Vic se aprofundou na cultura sul-mato-grossense, desde a música, filmes e arte, sendo hoje sua principal inspiração nas produções artísticas. “O lugar faz muito a gente e eu sentia muita falta disso no Tocantins. Não tinha muita coisa lá, é o estado mais novo do Brasil. Quando voltei pra cá e fui conhecendo sobre a música, sobre filmes e tudo mais, me apaixonei”.
Mas foi só no início de 2021 que Vic iniciou sua carreira na arte, ao realizar os cursos de cerâmica, pintura e desenho no Sesc Cultura. “Com os cursos, vi que é possível para qualquer um que queira aprender e esteja disposto. Não existe uma coisa feia, existe a sua característica, a arte de cada um, e todas têm um valor muito significativo e único. É muita técnica. É lógico que existe uma aptidão, mas existem técnicas que facilitam bastante na hora de fazer”.
Das aulas, produziu algumas obras que estiveram na exposição “O traço, a mancha e a queima - Um encontro de potencialidades”, onde os alunos puderam expor o que aprenderam e criaram. Vic apresentou quatro obras: um desenho em homenagem a Zé Pretim, conhecido como Bluesman pantaneiro, feito de lápis carvão; uma arte abstrata feita com giz pastel oleoso; o quadro “O beijo”, feito com tinta acrílica; e o destaque da exposição, a arte viva sobre a cantora Delinha.
Vic conta que a arte inspirada na cantora surgiu com o intuito de ser uma homenagem, já que gosta muito dela. “Eu acho ela um ícone! Queria um objeto dela, uma saia de preferência. Então pintei um autorretrato, fui lá e pedi uma doação. Ela me doou uma saia de paetê, que já fez alguns shows com ela. Pedi para autografar também e enquadrei. O pessoal gostou muito! A arte chama ‘Por onde andei’, inspirada em uma música dela. Ficou eternizado ali. Se aquela saia falasse, iria contar muitas histórias”.
Para Vic, a medicina e a arte são complementa- res, atuando na melhora da saúde e no bem-estar. “Os pontos se ligam, mente sã, corpo são. Partindo desse pressuposto, a arte está super envolvida com a medicina. Ela ajuda na concentração, no autoconhecimento, na nossa mente, ter um hobby e se surpreender com você mesmo e com a sua capacidade. São muitos benefícios. Não quero abandonar jamais e vou recomendar para os meus pacientes!”.
Segundo a estudante, apesar da faculdade que cursa em outro país, ela pretende continuar pintando e fazendo suas cerâmicas. “De médico e doido todo mundo tem um pouco, e de artista também”, finaliza.
Para conhecer mais do trabalho, acesse @ceramica_maosaobarro.
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