Coffe Mode: Conheça um pouco mais sobre a mágia de seus compostos aromáticos

"Felicidade tem gosto de café e cheiro de manhã" - Cesar Godoy

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Café especial e a magia de seus compostos aromáticos

Aos caçadores de experiências sensoriais, os cafés de alto padrão têm sido um mercado envolvente e sua projeção de desenvolvimento é altíssima. Do Leste Europeu até a China, mesmo com suas culturas enraizadas no chá, começaram a apreciar a segunda bebida mais consumida no mundo. Para se ter uma ideia, o vinho, considerado uma bebida complexa, tem mais de 300 compostos aromáticos, já o café possui mais de mil compostos, o que lhe dá a oportunidade de ofertar sabores nunca provados apenas em uma xícara.

E falando em sabores, é aí que a magia acontece. O café se apresenta em diversas opções: café envelhecido no barril; notas frutadas, doces e exóticas; notas de bala tutti-frutti, cajá-manga, doce de leite, licor, especiarias e flores - essas são algumas notas sensoriais que podem ser encontradas ao degustar o café.

O açúcar, é realmente necessário?

Adoçar o café é algo que causa uma certa polêmica entre os apreciadores. Porém, isso vai depender da qualidade do grão, quanto maior a qualidade, mais o açúcar se torna desnecessário, por proporcionar uma doçura natural. Por outro lado, devido à carbonização dos cafés extrafortes, é necessário adoçar para se ter uma experiência mais rica e valiosa. Para os caçadores de experiências sensoriais, o café é uma excelente dica para adentrar ao mundo do desenvolvimento sensorial e prazeres palatáveis. Aliás, agora que você sabe um pouco sobre esse universo, fica o convite, que tal uma xícara de café?

De onde vem tanta variedade?

O café é o grão de uma cereja. Você planta, colhe a fruta, tira o grão de dentro dela e torra. O mercado especial de alto padrão traz uma plantação mais desenvolvida, chamada de terroir, o qual confere características especiais e detalhes íntimos ao sabor, o que o torna mais interessante ao ser plantado, e a torrefação pode ser feita com torras claras, médias e escuras. Devido aos custos, tradicionalmente, o mercado sempre ofereceu torras mais escuras, muitas vezes até carbonizadas e, por isso, quando pensamos em café, se espera aquele sabor queimado, de uma bebida forte e escura com notas de borracha e óleo. Atualmente, em diferentes perfis e características, o café de rótulo extraforte é o pior em qualidade. A pontuação vai melhorando a partir do tradicional, superior, gourmet e, então, o especial, que vem para dar ao café o perfil cheio de compostos aromáticos. Para conseguir sentir toda essa experiência rica em detalhes, é preciso ter os sentidos bem desenvolvidos, ou seja, possuir um repertório sensorial é fundamental. Existem diferentes formas de preparar o famoso cafezinho, seja por infusão (contato direto com a água), percolação (passando pela água), gotejamento, pressão, podendo assim extrair um sabor único para cada perfil. Nesse caso, o espresso segue sendo o método mais popular do mundo, com grãos especiais, seu perfil de torra é mais escuro com notas adocicadas.Para entrar nesse mundo de atenção aos detalhes sensoriais, comece a observar: o tipo de amargor, a procedência e detalhes do café como o nome do produtor, cidade e tipo de grão. Quanto mais informações você encontrar, maior a qualidade para experimentar. A partir daí, comece provando preparos coados e, então, cafés com notas mais claras, sem amargor, que seja mais adocicado ou frutado. Dessa forma, você vai gradualmente adicionando diferentes notas ao seu repertório.

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