Em movimento: Conheça a história de Nina Pimentel

Conversamos com a empresária Nina Pimentel sobre infância, vida pessoal e os desafios de empreender

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Por Rúbia Pedra

Natural de Jales, interior de São Paulo, Ana Carolina Pimentel nem reconhece seu nome, já que é chamada de Nina desde pequena, apelido dado pelo avô, que a chamava de “menina Nina”. De uma família de advogados, logo quando pequena veio para Campo Grande quando o pai foi transferido a trabalho. Apesar de estar cercada pelo Direito, desde criança sabia que essa área não era a que queria, pois tinha o espírito livre e aventureiro.

Foi a liberdade que a levou a fazer um intercâmbio e escolher a faculdade de Relações Internacionais. “Sempre gostei de línguas, de viajar, achei que encaixava porque eu não me imaginava dentro de um escritório, fechada, isso não é minha praia, gosto de falar, de movimento”. Após a graduação, trabalhou no Governo do Estado e também passou um tempo em São Paulo, mas logo voltou para Campo Grande.

Quando retornou, aos 21 anos, decidiu trazer uma franquia de carrinho de churros gourmet, que encontrou em SP, para a capital. Com o churros, aprendeu muito sobre a base de empreender. Na mesma época, também trabalhou na expansão de um aplicativo de táxi na cidade. “Todo mundo acha que empreender é você ser seu chefe, chegar e sair a hora que quiser, mas não. Você é o primeiro a chegar e o último a sair”, pontua.

Depois de três anos com a franquia, Nina sentiu que precisava de novos ares e desafios. Foi quando, em uma viagem, conheceu a Funcional Fight, academia de exercícios funcionais que alia movimentos de lutas. Resolveu abrir o negócio na cidade, que deu muito certo. Ainda na área do esporte, em 2019 foi convidada para uma sociedade da Velocity, franquia de aulas de bike indoor. “Abrimos em novembro de 2020, foi um sucesso. A Velocity tem uma coisa de comunidade, ela tem esse lance de não ser terapia, mas ser terapêutico. Eu sou muito movida por propósito e lá sinto isso muito forte”.

Apesar de empreender na prática esportiva só há alguns anos, Nina é apaixonada por esportes desde criança. Gostava de jogar futebol e tênis e, hoje em dia, além desses, também faz treinos de musculação e mobilidade. “O esporte me desestressa, é meu compromisso, como se eu tivesse uma reunião, não falto, porque me movimentar faz eu me sentir viva”. No tempo livre, gosta de viajar e praticar novos esportes.

Além da Velocity, Nina também atua no mercado dos móveis planejados, com a franquia da Todeschini, em parceria com o irmão. Para Nina, empreender é também um processo de amadurecimento, onde, com o tempo, é possível entender as reais necessidades e possibilidades em cada área. “Hoje eu entendo perfeitamente que eu não consigo fazer tudo. Se eu não sou uma pessoa do financeiro, não vou ficar batendo cabeça com isso, vou procurar alguém que faça. Vai fazer o que você é bom, tem que enaltecer as qualidades, sem ignorar os defeitos”.

Em Campo Grande, os campos de atuação da empreendedora seguem ampliando conforme suas paixões e visão de negócio. Apaixonada por animais, Nina, aos nove, ganhou um poodle micro toy, o Tico, primeiro bichinho de estimação. Depois dele tiveram alguns e, hoje, Nina tem quatro bulldog francês, seus xodós. Nessa área, empreendeu com a irmã em um crematório de animais, o primeiro na cidade. “Três anos atrás surgiu a oportunidade de comprar o crematório de animais, a Pet Pax. Era o projeto de uma veterinária que teve que mudar de país, aí ofereceu pra minha irmã. Faz três anos que estamos tentando abrir, agora só falta uma licença, então está tudo pronto”.

Por enquanto, Nina não pensa em outros empreendimentos, mas sabe que deseja seguir na linha do bem-estar. “Sempre tento fazer uma coisa que vai me agregar, o dinheiro é consequência. Não acho que já tenho um propósito definido, é que nem o pote de ouro no final do arco-íris, você sabe que existe, mas não achei ainda”, conta.

Como conselho para quem deseja empreender, Nina sugere que inicie por algo que você goste de fazer. “Começa pequeno e com o que você sabe fazer numa que você já gosta. E sempre construindo passos, o processo é importante, saber onde você quer chegar. Você não vai construir a casa do teto, se não fizer uma boa base, o negócio desanda”, finaliza.

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