Mato Grosso do Sul passou por uma virada demográfica importante nos últimos anos. Dados da PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE, mostram que as mulheres passaram a ser maioria no Estado e que o número de pessoas morando sozinhas atingiu o maior nível da série histórica.
Em 2025, as mulheres representaram pouco mais da metade da população sul-mato-grossense, movimento que acompanha o aumento da expectativa de vida feminina e a maior mortalidade masculina ao longo do tempo. A diferença se torna mais evidente a partir dos 30 anos e se amplia nas faixas etárias mais avançadas, reforçando a tendência de envelhecimento populacional.
Outro dado que chama a atenção é a expansão dos domicílios unipessoais. As residências com apenas um morador já representam cerca de um quinto do total no Estado. O fenômeno é puxado principalmente por homens entre 30 e 59 anos e por mulheres com mais de 60, perfil associado a separações, viuvez e maior autonomia residencial.
Especialistas do IBGE apontam que a mudança reflete transformações sociais mais amplas, como novos modelos de família, adiamento do casamento e maior independência econômica. Apesar do crescimento desse tipo de moradia, os lares formados por casais com ou sem filhos ainda seguem como maioria em Mato Grosso do Sul.