Vazio sanitário da soja começa em 15 de junho em Mato Grosso do Sul
Medida vale até 15 de setembro e proíbe a presença de plantas vivas da cultura em todo o Estado para conter a ferrugem asiática
O vazio sanitário da soja em Mato Grosso do Sul começa no dia 15 de junho e segue até 15 de setembro, conforme portaria publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Durante o período, fica proibida a presença de plantas vivas de soja em qualquer área do Estado, incluindo lavouras, margens de rodovias, áreas urbanas e terrenos públicos.
A medida é considerada fundamental para interromper o ciclo de pragas e doenças, especialmente a ferrugem asiática, principal ameaça à cultura da soja no Brasil. Após o término do vazio sanitário, o plantio da safra 2026/2027 estará autorizado a partir de 16 de setembro, com semeadura permitida até 31 de dezembro em Mato Grosso do Sul.
Segundo o Mapa e a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), o vazio sanitário impede a sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi no período entre safras, reduzindo a chamada “ponte verde”, quando plantas voluntárias mantêm o patógeno ativo no ambiente.
Durante o período, os produtores rurais devem monitorar as áreas com frequência e eliminar imediatamente qualquer planta voluntária de soja, seja por meio de controle mecânico ou químico. A proibição vale para qualquer estágio de desenvolvimento da planta e inclui áreas de pousio e locais fora das propriedades rurais.
A fiscalização do cumprimento das regras é realizada pela Iagro, em parceria com o Mapa. Produtores que desrespeitarem o vazio sanitário estão sujeitos a autuações, multas e outras penalidades previstas em lei, já que a recomendação tem efeito coletivo e impacta diretamente a sanidade da produção estadual.
De acordo com especialistas, além de proteger a produtividade, o vazio sanitário contribui para a redução do uso de fungicidas, diminui os custos de produção e ajuda a evitar o avanço da resistência do fungo aos defensivos agrícolas, tornando a sojicultura mais sustentável no longo prazo.