Mariana Geroges: Conheça a cirurgiã-dentista que é referencia em procedimentos estéticos
Saiba mais sobre a cirurgiã-dentista que transformou o seu consultório na mais disputada clínica de harmonização facial de Campo Grande (MS)
Por Ogg Ibrahim
Foi difícil marcar a entrevista. Foram alguns dias até conseguirmos uma resposta, além de duas tentativas de agendamento, para que, finalmente, pudéssemos recebê-la em nossa sede. Logo no primeiro contato, a simpatia e o carisma nos explicaram a dificuldade de encontrá-la: não é estrelismo, estávamos diante de uma profissional apaixonada e qualificada, e com a agenda superlotada.
Mariana Georges tem um sorriso cativante e uma postura que transmite a maturidade com que trata do assunto que domina. Com apenas 28 anos, ela já é autoridade em Campo Grande como profissional da harmonização facial e estética orofacial e atende, em média, 10 pacientes por dia.
Seu sucesso é justificado por seu talento e seu currículo. Mariana é credenciada pelo Instituto MARC (Miami Anatomical Research Center), dos Estados Unidos - um dos maiores centros de pesquisa anatômica do mundo; formou-se em odontologia pela Uniderp em 2014; fez especialização em Anatomia Cirúrgica para Estética Orofacial e pós-graduação em Reabilitação Estética, pela Associação Brasileira dos Cirurgiões-Dentistas (ABCD).
O conhecimento acumulado deixa claro o motivo da grande procura por seus tratamentos e de sua expertise na técnica de harmonização facial. No bate-papo com a profissional, conhecemos um pouco mais sobre essa nova técnica e a razão de homens e mulheres sonharem tanto com esse procedimento.
Ogg Ibrahim: Explica pra gente no que consiste a harmonização facial e estética orofacial.
Mariana Georges: Os tratamentos são baseados na aplicação de substâncias absorvíveis, como o ácido hialurônico e a toxina botulínica, que hoje são amplamente usadas para eliminar rugas e marcas de expressão, rejuvenescer a face e dar um formato mais harmônico ao rosto. Em alguns casos, esses procedimentos podem substituir a cirurgia plástica sem a necessidade de operação. É um tratamento mais rápido e com uma pós-aplicação bem mais tranquila.
OI: Em que as técnicas atuais se diferem das antigas?
MG: Mudou muita coisa na técnica nos últimos anos. Os produtos também mudaram. Hoje conseguimos fazer preenchimentos maiores e mais importantes para a face, deixando-a com estrutura e formato mais bonito. Os materiais de antes não eram biodegradáveis e, por isso, deixavam um aspecto artificial. Hoje o resultado é bem mais natural.
OI: Existem aqueles pacientes que querem exagerar um pouco? Colocar um lábio ou um queixo maior, por exemplo.
MG: Tem sim. As mulheres, às vezes, gostam de exagerar nos lábios. Mas eu tenho o meu padrão, existe um limite até onde chego. Tem paciente que, por ter pouca estrutura nos lábios, às vezes precisa colocar de 2 a 4 seringas. Mas eu falo, “desse limite a gente não consegue ultrapassar, eu não quero assinar meu nome embaixo de um lábio desse”.
OI: O que se analisa no paciente na hora de determinar a harmonização?
MG: Na anamnese (avaliação inicial), eu busco saber qual é a queixa principal do paciente. Muitas vezes é apenas um lifting, um rejuvenescimento. Nesse caso, a pessoa não quer ter a face modificada. Mas cada paciente é um paciente, o envelhecimento é diferente para cada um. Assim, a depender da qualidade da pele, eu trabalho determinado material. É um tratamento bastante particular.
OI: Os procedimentos de harmonização e estética orofacial estão ligados apenas à imagem das pessoas ou são procedimentos funcionais também?
MG: Além da estética, há muitos benefícios funcionais. Por exemplo, é possível usar a toxina botulínica para amenizar o bruxismo (ranger dos dentes durante o sono). Ainda, em alguns casos, o ácido hialurônico, aplicado no nariz com o intuito de empiná-lo, pode fazer a pessoa respirar melhor, sem nenhuma cirurgia.
OI: Qual o principal perfil do seu paciente hoje?
MG: 80% são mulheres, mas há muitos homens também. Geralmente são aqueles que vão levar a mulher e acabam se interessando pelo procedimento. A maioria me dá muito mais trabalho (risos). Eles são mais inseguros e mais sensíveis à dor; em compensação, são muito mais fiéis.
OI: Qual é o custo médio de um procedimento?
MG: Depende muito do que o paciente precisa fazer. O mínimo do mínimo é R$ 700, com uma aplicação de botox. Numa exposição gengival, por exemplo, o paciente vai gastar R$ 700 pela aplicação. Tem casos de pacientes que querem fazer um super tratamento, pra ficar com uma mandíbula bem imponente. Uma seringa com o produto custa em torno de R$ 1100 a R$ 2000. Então, dependendo do tratamento, a pessoa pode gastar até R$ 20 mil. Mas eu calculo uma média de R$ 3 a 8 mil entre os meus pacientes.
OI: O mercado tem crescido muito no Brasil nos últimos anos. Você tem sido cada vez mais procurada?
MG: Sim, muito. Hoje eu atendo simultaneamente em duas salas. Enquanto em uma o meu paciente está anestesiando, em outra eu vou fazendo outro tratamento. Todo mundo que faz uma aplicação volta, então é uma área muito interessante. O Brasil, hoje, é o segundo país do mundo que mais faz procedimentos estéticos minimamente invasivos.
OI: Além de autoridade da profissional, você também exerce influência no mundo virtual. Seu perfil no Instagram tem mais de 53 mil seguidores. O que as pessoas querem saber sobre Mariana?
MG: Nas redes sociais tem de tudo. Ali eu não mostro somente meu trabalho, né? As pessoas querem saber sobre os tratamentos, quem pode fazer, quem não deve... Eu também mostro muitos “antes e depois” e falo das aplicações. Além disso, muitos seguidores são estudantes de medicina ou odontologia e me perguntam se podem fazer curso comigo, etc. Tem, ainda, as pessoas que querem saber da minha vida pessoal. É muito rica essa comunicação. Eu interajo quando consigo e, às vezes, falo ali de coisas que não conto nem para as amigas.
OI: E no meio de toda a sua agenda atribulada você ainda consegue dar cursos?
MG: Eu comecei a gravar aulas on-line e acho que está ficando muito legal. Estou focada nisso e também disponibilizo um curso VIP, em que o profissional passa um dia na clínica comigo e aprende mais sobre as técnicas de harmonização.
OI: O que mais falta à Mariana para a completa realização?
MG: Olha, Ogg, sou tão realizada que converso com Deus todos os dias e não tenho mais a pedir. Aliás, eu nunca pedi nada, Ele vai guiando os meus caminhos. Eu nunca almejei ser uma grande harmonizadora ou influencer, foi uma coisa que aconteceu naturalmente. Eu só quero daqui alguns anos, não sei, quando Deus quiser, ter filhos. É o sonho da minha vida: constituir uma família e continuar os planos que Deus tem pra mim.
Mariana finaliza a entrevista com o semblante de quem se sente extremamente realizada com quem é e com o que faz. E, cá entre nós, se sentir assim antes dos 30 anos não é pra qualquer um.
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