Morenão terá R$ 16,7 mi em obras após concessão de 35 anos ao governo de MS
UFMS transfere gestão do estádio ao Estado por 35 anos; FFMS e CBF assumem reforma do gramado e vestiários para retomar jogos em Campo Grande.
Divulgação
O Estádio Morenão, principal arena de futebol de Mato Grosso do Sul, ganhou um novo capítulo na tarde de terça-feira, 31 de março, com a assinatura do termo que formaliza a concessão do espaço da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) ao Governo do Estado por um período de 35 anos. O acordo abre caminho para a privatização da estrutura a partir de 2028 e garante uma injeção imediata de recursos para recuperar o estádio e viabilizar a volta das partidas ao local.
- O quê: Assinatura do termo de concessão do Estádio Morenão pela UFMS ao Governo do Estado de MS
- Quando: Terça-feira, 31 de março de 2025
- Onde: Campo Grande, Mato Grosso do Sul
- Impacto: Estádio receberá R$ 16,7 milhões em obras emergenciais e poderá ser privatizado a partir de 2028
Com a concessão oficializada, o Morenão entrará em um ciclo de recuperação estrutural financiado por R$ 16,7 milhões a serem aplicados ao longo dos próximos dois anos. Os investimentos cobrem três frentes prioritárias — infraestrutura, formação e governança — e incluem serviços como adequação das instalações elétricas, construção e reforma de rampas e escadas de acesso, além de intervenções voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio e pânico. O objetivo é devolver ao estádio as condições mínimas para sediar partidas de futebol profissional, algo que o palco campo-grandense não faz com regularidade há anos.
FFMS e CBF assumem gramado, irrigação e vestiários do MorenãoDentro desse pacote de revitalização, a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ficou responsável por intervenções específicas no campo e nas instalações de apoio aos atletas. O presidente da FFMS, Estevão Petrallás, que esteve presente na cerimônia de assinatura, detalhou as obrigações assumidas: "A Federação tem a grande responsabilidade de substituir o gramado por um gramado novo, trazer de volta um sistema de irrigação, preparar os bancos de reserva e os vestiários para que a gente tenha acolhida, principalmente aos atletas que vão usar esse palco do futebol. E a CBF é a grande incentivadora disso, para que a gente possa ter investimento e a preocupação de retomar o futebol do estado de Mato Grosso do Sul", afirmou Petrallás. A troca do gramado e a instalação de um novo sistema de irrigação são considerados pontos críticos para que o estádio volte a atender às exigências técnicas das competições nacionais.
Área de 84 mil m² e privatização prevista para 2028 marcam novo ciclo do MorenãoAlém do estádio propriamente dito, o acordo envolve a gestão de uma área total de 84 mil m², que inclui os estacionamentos do entorno. A cessão viabiliza que o Governo do Estado administre esse complexo e, a partir de 2028, abra o caminho para a iniciativa privada assumir a operação do equipamento. A reitora da UFMS, Camila Ítavo, destacou o valor simbólico do momento: "Esta cessão representa o resgate de um espaço afetivo, onde gerações compartilharam a emoção do esporte. Celebramos a coragem e a visão dos gestores que priorizaram o coletivo. A estrutura será revitalizada e devolvida à população em toda a sua magnitude", disse a reitora.
O Morenão é historicamente o principal estádio de futebol de Campo Grande e de todo o Mato Grosso do Sul. A indefinição sobre sua gestão e as condições precárias da estrutura vinham sendo apontadas como entraves ao desenvolvimento do futebol estadual, que chegou a perder partidas de competições nacionais por falta de um palco adequado. Com o acordo firmado, a expectativa é que o estado retome protagonismo no cenário esportivo nacional, especialmente após a conclusão das obras previstas para os próximos dois anos.
Fontes: FFMS, UFMS, GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL