Polícia Científica testa perícias ambientais no Pantanal em exercício internacional
Treinamento reúne forças de diferentes países em Campo Grande e simula atuação em áreas remotas com apoio aéreo e tecnologia
Comunicação: Maria Ester Jardim Rossoni, Comunicação PCi-MS
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O Exercício Cooperación XI, realizado pela primeira vez no Brasil em Campo Grande, reuniu forças de diferentes países para treinar respostas a desastres naturais. A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul simulou perícias ambientais em áreas de difícil acesso no Pantanal, utilizando 10 peritos e deslocamento aéreo. A atividade incluiu a identificação de vestígios, registro fotográfico e a avaliação de tecnologias como VANT para mapeamento. O foco foi na padronização dos laudos periciais e no treinamento em softwares de georreferenciamento para aprimorar a precisão das análises.
Pela primeira vez realizado no Brasil, o Exercício Cooperación XI reúne, em Campo Grande, forças de diferentes países em um treinamento voltado à resposta a desastres naturais e ao apoio a autoridades civis. Dentro desse cenário, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul participou com uma frente prática: a simulação de perícias ambientais em áreas de difícil acesso no Pantanal.
A atividade mobilizou 10 peritos criminais da Capital e de núcleos regionais, que atuaram em operações com deslocamento aéreo a partir da Base Aérea de Campo Grande. O uso das aeronaves permitiu chegar a pontos previamente definidos para a realização de exames periciais em campo.
Em solo, as equipes fizeram a identificação de vestígios e o registro fotográfico georreferenciado, etapa essencial para a produção de laudos técnicos. O objetivo foi testar, em condições simuladas, a capacidade de resposta em locais onde o acesso terrestre é limitado.
Segundo o perito criminal Yuri Hokama, responsável pela coordenação da atividade, o apoio aéreo muda o alcance da operação. “Ele permite chegar com mais rapidez e direcionar a atuação com maior precisão”, explica.
Além da atuação direta, o exercício também abriu espaço para testar o uso de tecnologias complementares. Entre elas, o VANT (veículo aéreo não tripulado), avaliado como ferramenta de apoio no mapeamento das áreas analisadas.
Outro ponto trabalhado foi a padronização das informações nos laudos periciais ambientais. A proposta é tornar os documentos mais claros e organizados, facilitando a leitura e a tomada de decisão por parte das autoridades que solicitam as análises.
Ao longo da semana, os profissionais também passaram por treinamento no uso de softwares de georreferenciamento, que ajudam a identificar, localizar e validar com precisão as áreas periciadas.