Homem morto por Alcides Bernal era Fiscal Tributário em MS
Roberto Carlos Mazzini foi atingido por disparos em imóvel leiloado; ex-prefeito se entregou
Foto: Redes Sociais.
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Roberto Carlos Mazzini, um servidor público de 61 anos e Fiscal Tributário Estadual em Mato Grosso do Sul, foi assassinado a tiros pelo ex-prefeito Alcides Bernal enquanto tentava tomar posse de um imóvel leiloado. Mazzini, que recebia mais de R$ 59 mil mensais e deixava esposa e três filhos, foi atingido por dois disparos e não sobreviveu. O crime ocorreu em uma casa desocupada, e após o incidente, Bernal se apresentou à polícia, que agora investiga as circunstâncias do caso e a alegação de legítima defesa.
Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, morto a tiros pelo ex-prefeito Alcides Bernal nesta terça-feira (24), era servidor público e atuava como Fiscal Tributário Estadual em Mato Grosso do Sul. Ele ocupava cargo na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e recebia pouco mais de R$ 59 mil mensais, segundo dados do portal da transparência.
Ao longo de sua trajetória, desempenhou funções como Coordenador de Controle da Despesa da SEFAZ/MS, atuou no Cadastro Fiscal e no canal “Fale Conosco”, e, atualmente, estava lotado na Agência Fazendária de Campo Grande (Acrissul), da Sefaz.
Ele deixa esposa e três filhos.
Circunstâncias do crimeO crime ocorreu em um imóvel que pertencia a Bernal, mas estava leiloado judicialmente. Durante a tarde, Mazzini teria ido à casa acompanhado de um chaveiro para tomar posse do imóvel quando foi atingido por ao menos dois disparos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h e realizou manobras de reanimação por cerca de 25 minutos, mas a vítima não resistiu. Os tiros atingiram a região da costela, transfixando, e a dorsal. O corpo foi encontrado na varanda da residência, que estava desocupada.
Após o crime, Alcides Bernal se apresentou na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro. O chaveiro que presenciou o ocorrido foi encaminhado ao Centro Integrado de Polícia Especializada (Cepol) para prestar depoimento.
InvestigaçãoA Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga o caso, incluindo as circunstâncias da invasão do imóvel, a presença de documentos de desocupação e a alegação de legítima defesa apresentada por Bernal.