Cursos profissionalizantes no sistema prisional de MS ampliam oportunidades de ressocialização

Agepen oferece 2 mil vagas em 2026, promovendo capacitação técnica, redução da reincidência e inserção no mercado de trabalho

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Cursos profissionalizantes no sistema prisional de MS ampliam oportunidades de ressocialização
Educação profissional transforma unidades prisionais em espaços de aprendizado. - Foto: Divulgação
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A Agepen de Mato Grosso do Sul intensifica programas de qualificação profissional para detentos, visando a ressocialização e redução da reincidência criminal. Com cerca de 2 mil vagas para 2026, as formações incluem marcenaria, construção civil e informática, bem como cursos a distância em parceria com a Ajufe. O diretor da Agepen destaca que investir em educação no sistema prisional promove segurança pública e cidadania. As formações também são voltadas para mulheres, proporcionando oportunidades de reintegração ao mercado de trabalho.

Com foco na ressocialização e na redução da reincidência criminal, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) intensifica iniciativas de qualificação profissional para pessoas privadas de liberdade em Mato Grosso do Sul.

A política penitenciária estadual consolida a educação profissionalizante como ferramenta de reintegração social, transformando unidades prisionais em ambientes de aprendizado e desenvolvimento. Sob coordenação da Diretoria de Assistência Penitenciária, as ações ampliam oportunidades e constroem caminhos concretos para o acesso ao mercado de trabalho.

Vagas e áreas de formação

Segundo a Divisão de Assistência Educacional da Agepen, cerca de 2 mil vagas presenciais estão garantidas para 2026, em áreas como:

  • Marcenaria e serralheria
  • Construção civil
  • Corte e costura
  • Informática
  • Serviços administrativos
  • Cuidados com a beleza

Além das capacitações presenciais, são ofertados cursos de curta duração e formações a distância, em parceria com o projeto “Ajufe por um Mundo Melhor”, da Associação dos Juízes Federais do Brasil, incluindo educação, saúde, línguas, administração, empreendedorismo e governança doméstica.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, destacou o impacto das iniciativas:

“Investir em educação e trabalho no sistema prisional é investir diretamente em segurança pública, cidadania e eficiência na gestão dos recursos públicos. Ao oferecer oportunidades reais de capacitação, criamos caminhos concretos para a reconstrução de vidas e contribuímos para a redução da reincidência criminal.”

Parcerias estratégicas fortalecem a formação

Em parceria com o Senai, 160 internos participarão de cursos técnicos em áreas como:

  • Pintor de obras imobiliárias
  • Elétrica básica
  • Manutenção de ar-condicionado
  • Costura sob medida e têxteis de higiene
  • Marceneiro de móveis e esquadrias
  • Pedreiro de alvenaria
  • Informática e assistência administrativa

Além disso, 280 reeducandos em Paranaíba e Ponta Porã atuarão em cursos de construção civil, com participação direta em obras estruturais nas próprias unidades prisionais. Outras parcerias garantem 800 vagas pela Funtrab, 70 oportunidades pelo Pronatec Mulheres Mil e 140 vagas em formação de encanadores hidráulicos, em parceria com Águas Guariroba e Senai.

O investimento em educação também impacta no cumprimento da pena: a cada 12 horas de estudo, um dia é remido.

Do presídio ao mercado profissional

No Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), o curso de marcenaria prepara os internos para o mercado:

“Os internos estão sendo preparados com técnicas atualizadas e sairão aptos a atuar profissionalmente na área, seja em empresas ou de forma autônoma”, explica o instrutor do Senai, Rafael Oliveira Uchôa Santos.

Participantes reforçam a relevância da iniciativa. Gilmar Mendes da Silva comenta:

“É uma oportunidade de ter uma profissão. Lá fora posso trabalhar em uma empresa ou montar meu próprio negócio. Um curso gratuito, de qualidade, que exigiria alto investimento fora daqui.”

Whoshington da Silva Lopes acrescenta:

“Além de ocupar a mente e ajudar na remição da pena, estou descobrindo uma nova profissão. Aqui não aprendemos só um ofício, ganhamos uma chance real de recomeçar e sustentar nossa família.”

Cursos em todo o Estado e inclusão de mulheres

As formações estão em andamento em diversas unidades, incluindo:

  • Corte e Costura Sob Medida no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”
  • Informática para o Trabalho no semiaberto feminino de Campo Grande
  • Auxiliar de Elétrica no presídio feminino de Três Lagoas
  • Pedreiro de Alvenaria no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho

A diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, reforçou o objetivo:

“Oferecer oportunidades reais de aprendizado e qualificação, contribuindo para a reinserção no mercado de trabalho e na sociedade. A educação profissional atua como ferramenta efetiva de ressocialização e construção de novos caminhos.”


FONTE: msconecta.com.br
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