Polícia Civil atualiza protocolo de atendimento a mulheres vítimas de violência em MS
Novo documento estabelece diretrizes obrigatórias para padronizar acolhimento, prevenir revitimização e fortalecer proteção integral às vítimas
Solicitação da SES ao Ministério da Saúde foi motivada pelo cenário epidemiológico em Dourados, com prioridade para população indígena.- Arquivo SES
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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Polícia Civil, publicou uma Portaria Normativa que aprova um Protocolo de Atendimento para Meninas e Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e de Gênero. O documento estabelece diretrizes para garantir um atendimento humanizado, proteção e evitar a revitimização, sendo obrigatório para todas as unidades policiais do Estado.
As principais diretrizes incluem acolhimento qualificado, avaliação de risco, solicitação de medidas protetivas e garantia de privacidade da vítima. O protocolo também destaca a importância das Salas Lilás para um atendimento seguro e acolhedor e será acompanhado de capacitação dos policiais para alinhamento às políticas públicas.
Esse avanço institucional busca reforçar a proteção e dignidade das mulheres, com um enfoque interseccional, e representa um marco na segurança pública no Estado.
O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), publicou a Portaria Normativa que aprova o Protocolo Institucional de Atendimento às Meninas e Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero. O documento estabelece novas diretrizes obrigatórias para todas as unidades policiais do Estado, com caráter normativo e vinculante.
O protocolo foi elaborado por comissão interna, analisado por setores especializados e aprovado pela Delegacia-Geral, visando padronizar o atendimento policial, garantir acolhimento humanizado, evitar revitimização e alinhar a atuação da Polícia Civil à legislação vigente e às políticas públicas estaduais e nacionais de proteção à mulher.
Regras claras para atendimento e proteçãoO protocolo deve ser observado por todas as unidades da Polícia Civil, incluindo Delegacias de Polícia, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, Salas Lilás e demais setores que realizam procedimentos relacionados a casos de violência doméstica e de gênero.
Entre as principais diretrizes estão:
- Atendimento humanizado e escuta qualificada
- Avaliação de risco com Formulário Nacional de Avaliação de Risco
- Solicitação de medidas protetivas e atuação em flagrante
- Coleta de provas e encaminhamento à rede de proteção
- Monitoramento de casos de alto risco, com prioridade para situações que possam evoluir para feminicídio
- Garantia de privacidade e proteção da vítima, impedindo contato com o agressor
As Salas Lilás, espaços especializados e reservados, passam a ter papel central, garantindo atendimento seguro, sigiloso e acolhedor.
Avanços institucionais e interseccionalidadeO delegado-geral, Lupérsio Degerone Lucio, destacou que a atualização representa um avanço institucional:
“Assegura maior uniformidade de procedimentos, segurança jurídica aos policiais e, principalmente, mais proteção, dignidade e respeito às mulheres atendidas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.”
A desembargadora Jaceguara Dantas, supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do CNJ, reforçou a importância do protocolo:
Capacitação e alinhamento às políticas públicas“Adota uma perspectiva interseccional desde a acolhida humanizada, prevendo intérpretes e mediadores para mulheres indígenas e com deficiência, e estabelece estratégias preventivas ao feminicídio, reafirmando o compromisso institucional com a proteção das mulheres.”
O protocolo está alinhado ao Plano Estadual de Segurança Pública, ao programa Protege e às metas da Sejusp. Um dos desdobramentos é a capacitação de todos os policiais que atuam no atendimento à violência doméstica, garantindo o cumprimento das diretrizes.
O secretário de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, concluiu:
“O protocolo representa um marco na proteção das mulheres em Mato Grosso do Sul, fortalecendo a prevenção, a resposta policial e o respeito aos direitos humanos.”