Pesquisadora de MS ganha destaque na COP15 com projeto de aves
Projeto de extensão promove educação ambiental e observação de espécies migratórias
“Passarinhadas” conectam ciência e educação ambiental durante a COP15. - Foto: PrefCG
Resumo IA | MSConecta Tudo que você precisa saber — de forma rápida.
A professora Simone Mamede, de Campo Grande, destaca-se na COP15 com seu projeto de extensão "Pré-COP15: Diálogos e Passarinhadas", que conecta educação, ciência cidadã e observação de aves. Atualmente vinculada à UFT e UFMS, Simone promove a biodiversidade urbana e a conservação ambiental, tornando Campo Grande uma referência na observação de aves.
O projeto, que integra diferentes áreas do conhecimento, busca sensibilizar comunidades sobre a importância das espécies migratórias e da preservação ambiental. Durante a COP15, haverá "passarinhadas" abertas ao público nos dias 24 e 27 de março, promovendo educação ambiental e conexão com a natureza.
A trajetória da professora e pesquisadora Simone Mamede, de Campo Grande, ganha destaque na COP15. O que começou há cerca de 30 anos, em uma sala de aula da rede municipal, evoluiu para um projeto de extensão selecionado para um dos principais eventos ambientais do mundo.
Atualmente vinculada à Universidade Federal do Tocantins (UFT) e à pós-graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Simone construiu uma carreira marcada pela educação, pesquisa e conservação ambiental. Seus estudos sobre biodiversidade urbana ajudaram a projetar Campo Grande como referência nacional na observação de aves, ressaltando a importância das áreas verdes para o equilíbrio ambiental e qualidade de vida.
Projeto selecionadoO projeto de extensão “Pré-COP15: Diálogos e Passarinhadas”, coordenado por Simone na UFT, foi selecionado para o Espaço Brasil, na Blue Zone do evento. Desenvolvido principalmente no Tocantins, a iniciativa conecta educação, ciência cidadã e observação de aves como ferramentas de conscientização ambiental.
O projeto integra diferentes áreas do conhecimento e promove ações que vão desde diálogos com comunidades até atividades práticas de observação da natureza, aproximando as pessoas das espécies migratórias e dos desafios da conservação. A proposta busca sensibilizar e criar vínculos entre as pessoas e o meio ambiente.
Passarinhadas e educação ambientalDessa experiência nasce o “Passarinhar”, que transforma a observação de aves em uma experiência educativa e acessível. A iniciativa envolve Biologia, Geografia, Direito, Turismo e Educação, conectando universidades, pesquisadores e comunidades em diferentes estados do país. As “passarinhadas” convidam os participantes a observar de forma atenta o ambiente e as espécies migratórias, que dependem da preservação de diferentes territórios para sobreviver.
Para Simone, participar da COP15 em Campo Grande tem significado especial. “Sou sul-mato-grossense e estar na Capital da Observação de Aves durante a COP15 me traz reflexões sobre nosso papel como cidadãos planetários, na busca pela conservação da Terra”, afirma. Ela também destacou seus estudos sobre biodiversidade urbana, incluindo mapeamento de hotspots de observação de aves e roteiros para turismo ambiental.
Atividades abertas ao públicoDurante a COP15, o público poderá participar das “passarinhadas” nos dias 24 e 27 de março, organizadas pela UFT, UFMS e Instituto Mamede por meio do projeto “Vem Passarinhar”. As atividades são abertas ao público e têm como objetivo aproximar a população das espécies migratórias e promover educação ambiental prática.
Para a passarinhada do dia 24, as inscrições estarão disponíveis via link a ser divulgado, enquanto a programação do dia 27 será informada posteriormente pelos organizadores.