Projeto amplia ações de conservação no Pantanal e na Serra da Bodoquena
Iniciativa reúne restauração ambiental, agroflorestas em escolas rurais e prevenção de incêndios em municípios de MS
Projeto Do Solo ao Futuro, do IHP com apoio da ADM, une restauração, agroflorestas, brigada e educação ambiental para fortalecer o Pantanal. (Foto: Divulgação)
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O Instituto Homem Pantaneiro (IHP), com apoio da ADM, implementará ações de conservação no Pantanal e na Serra da Bodoquena focadas na restauração ambiental e segurança alimentar. O projeto "Do Solo ao Futuro" abrange sete frentes, incluindo educação ambiental, sistemas agroflorestais e recuperação de áreas degradadas. Busca envolver comunidades locais para garantir ações sustentáveis a longo prazo, especialmente em um contexto de estiagem e degradação ambiental. A ADM Cares apoia a iniciativa, reforçando a importância da colaboração na conservação do bioma.
O Pantanal e a Serra da Bodoquena vão receber, a partir deste ano, uma nova etapa de ações integradas de conservação ambiental. O Instituto Homem Pantaneiro (IHP), com apoio do programa de investimento social corporativo da ADM, o ADM Cares, colocou em prática sete frentes de trabalho que vão da restauração de áreas degradadas à implantação de sistemas agroflorestais em escolas rurais, além da ampliação da produção de mudas nativas e do fortalecimento da Brigada Alto Pantanal.
As ações fazem parte do projeto “Do Solo ao Futuro: Segurança Alimentar e Restauração Ambiental Integrada”, que atua em municípios estratégicos de Mato Grosso do Sul e envolve produtores rurais, comunidades escolares, lideranças locais e órgãos públicos. A proposta é integrar conservação ambiental e desenvolvimento local, com foco na proteção de nascentes e na recuperação da vegetação nativa.
Sete eixos para restaurar e proteger o territórioO projeto foi estruturado em sete frentes complementares voltadas à conservação do Pantanal e da Serra da Bodoquena:
• Semeando o Amanhã – Educação ambiental • Sistemas agroflorestais em escolas do Pantanal • Ampliação da estrutura de viveiro de mudas na região da Serra do Amolar • Fortalecimento da Brigada Alto Pantanal • Restauração ambiental do Rio Betione • Recuperação de áreas degradadas em Bodoquena
• Engajamento comunitário para conservação
A estratégia busca criar uma rede contínua de ações no território. Em vez de iniciativas isoladas, o projeto aposta na integração entre educação ambiental, restauração de ecossistemas, prevenção de incêndios e participação das comunidades.
Parceria amplia ações de restauraçãoA ADM já apoia programas de proteção de florestas, conservação de recursos hídricos e restauração ambiental na região pantaneira. A parceria com o IHP começou em 2024 e busca ampliar iniciativas com foco em resultados práticos.
Segundo a especialista em sustentabilidade da ADM e líder regional do ADM Cares, Caroline Hoth, o projeto atua em pontos considerados estratégicos para a conservação do bioma.
Experiência de quase 25 anos no Pantanal“Por meio do programa ADM Cares, apoiamos iniciativas que integram restauração ambiental, segurança alimentar e saúde e bem-estar, fortalecendo a resiliência do Pantanal e das comunidades que dependem desse ecossistema. Acreditamos que a conservação exige compromisso contínuo, colaboração e atuação territorial consistente, especialmente diante dos desafios climáticos que impactam o bioma”, afirma.
Com quase 25 anos de atuação no território pantaneiro, o IHP desenvolve projetos voltados à proteção da biodiversidade, das nascentes e dos modos de vida tradicionais.
O presidente da organização, Angelo Rabelo, afirma que a continuidade das ações é essencial para transformar projetos em resultados concretos.
Educação ambiental e segurança alimentar“O IHP tem quase 25 anos de atuação dentro do território pantaneiro e vem construindo resultados por meio de parcerias fundamentais, como a que temos com a ADM. Esse trabalho conjunto permite avançar simultaneamente na recuperação de áreas degradadas, na prevenção de incêndios, na educação ambiental e no fortalecimento da cadeia de restauração”, explica.
Entre os eixos do projeto está o programa “Semeando o Amanhã – Educação Ambiental”, que vai desenvolver atividades educativas e agroecológicas com estudantes de escolas rurais no Pantanal.
As ações serão realizadas em área de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), aproximando crianças e adolescentes de ambientes preservados.
Também estão previstos dois sistemas agroflorestais em formato de hortas agroecológicas em comunidades ribeirinhas. A produção deve complementar a alimentação de cerca de 70 estudantes de três escolas, com estimativa de aproximadamente 14 mil refeições ao longo do projeto.
Além de ampliar a oferta de alimentos frescos, a iniciativa busca estimular práticas sustentáveis de cultivo e envolver alunos, educadores e famílias nas atividades.
Viveiro de mudas e recuperação de áreas degradadasOutro eixo estratégico é a ampliação da estrutura do viveiro de mudas mantido pelo IHP na região da Serra do Amolar, na RPPN Acurizal. O objetivo é aumentar a produção e diversificar espécies nativas utilizadas em projetos de restauração ambiental.
Com maior disponibilidade de mudas, a expectativa é acelerar a recuperação de áreas degradadas e garantir que os plantios reflitam a composição natural da vegetação pantaneira.
Brigada reforçada e recuperação de riosO fortalecimento da Brigada Alto Pantanal também integra o projeto. Além de atuar no combate a incêndios, os brigadistas devem participar de ações de restauração ambiental, incluindo plantio de mudas e manutenção de aceiros para prevenção de queimadas.
O projeto também prevê intervenções na recuperação do Rio Betione e de áreas degradadas em Bodoquena, com monitoramento técnico e acompanhamento contínuo para aumentar a sobrevivência das plantas.
Engajamento comunitárioO sétimo eixo do projeto envolve mobilização comunitária para fortalecer a participação de moradores, produtores rurais, escolas e instituições públicas nas ações de conservação.
A proposta é criar uma base social capaz de sustentar iniciativas de restauração ambiental, proteção de nascentes e prevenção de incêndios para além do período de execução do projeto.
Pantanal enfrenta cenário de estiagemAs ações ocorrem em um momento de pressão ambiental sobre o bioma. Dados do Serviço Geológico do Brasil indicam que o rio Paraguai ainda apresenta níveis abaixo da normalidade em diferentes trechos da Bacia do Alto Pantanal.
Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o volume de chuvas acumulado foi cerca de 16% menor que a média histórica registrada entre 1998 e 2025.
Desde 2019, o Pantanal enfrenta períodos sucessivos de estiagem, o que aumenta o risco de incêndios florestais e acelera processos de degradação ambiental.
Parceiros do projetoA ADM participa da iniciativa por meio do programa ADM Cares, voltado ao investimento social corporativo da empresa.
Já o Instituto Homem Pantaneiro é uma organização da sociedade civil fundada em 2002 em Corumbá, com atuação focada na conservação do Pantanal e na valorização da cultura pantaneira.
Entre suas frentes de atuação estão a gestão de áreas protegidas, o apoio a pesquisas científicas e a articulação entre diferentes instituições envolvidas na preservação do bioma.