O processo de licitação do Governo de Mato Grosso do Sul para o projeto do Anel Viário de Inocência foi declarado deserto, pois nenhuma empresa apresentou propostas. Isso impede a contratação do projeto executivo de engenharia, essencial para a execução da obra de 7,10 quilômetros que ligará a MS-316 à MS-377. O governo agora deverá revisar o edital e abrir uma nova licitação para avançar com o planejamento. O projeto visa reduzir o tráfego pesado nas áreas urbanas e melhorar a logística regional.
O processo aberto pelo Governo de Mato Grosso do Sul para avançar no projeto do Anel Viário de Inocência terminou sem adesão de empresas interessadas. A concorrência pública lançada pela Agesul, tinha como objetivo contratar a elaboração do projeto executivo de engenharia da obra, mas acabou sendo oficialmente declarada deserta.
Na prática, isso significa que nenhuma empresa apresentou proposta ou manifestou interesse formal em disputar o contrato. Com isso, o andamento do projeto sofre um revés importante, já que a fase técnica necessária para tirar a obra do papel não foi contratada dentro do certame aberto pelo Estado.
O resultado publicado trouxe ainda uma situação curiosa. Embora o texto padrão do documento mencione que o processo teria sido adjudicado à empresa vencedora, o campo reservado para a identificação da contratada aparece preenchido com a expressão “Licitação Deserta”. Assim, o próprio resultado confirma que não houve concorrente habilitado ou proposta apresentada para a disputa.
Esse cenário indica que o governo deverá rever as condições do edital e abrir um novo procedimento para dar sequência ao planejamento do anel viário. Sem o projeto executivo, a obra não pode avançar para etapas futuras de contratação e execução, já que esse documento é justamente a base técnica detalhada que orienta os serviços de campo.
O que estava em jogo, portanto, não era a construção imediata da rodovia, mas sim a contratação da chamada planta definitiva da intervenção. O projeto executivo reúne desenhos, cálculos e estudos que definem com precisão como a obra deverá ser executada. É esse material que orienta traçado, estrutura, drenagem, dimensões e demais exigências da engenharia antes do início efetivo dos trabalhos.
De acordo com o escopo previsto, a empresa contratada teria de desenhar uma via com duas características técnicas relevantes. A primeira delas era o revestimento primário, que corresponde a uma camada estrutural inicial, normalmente aplicada para garantir condições de tráfego e estabilização do leito antes de eventual pavimentação definitiva. A segunda envolvia as chamadas OAE’s, sigla usada para Obras de Arte Especiais, como pontes, viadutos ou grandes estruturas de drenagem.
O Anel Viário de Inocência foi planejado com extensão aproximada de 7,10 quilômetros e serviria para interligar a MS-316 à MS-377. Obras desse tipo costumam ser vistas como estratégicas porque retiram o fluxo pesado de caminhões das áreas urbanas, reduzem riscos de acidentes, preservam o pavimento das vias internas e melhoram a logística regional. Agora, porém, esse avanço dependerá da reformulação do processo e da abertura de uma nova licitação.