Operação Ferro Velho acelera ritmo e já soma 35 ações em dois meses na Capital

Operação Ferro Velho realiza 35 ações nos dois primeiros meses de 2026 em Campo Grande, intensificando fiscalização contra furto e receptação de fios e cabos elétricos.

- Gabriela Porto
26/02/2026 13h31 - Atualizado há 1 semana
Operação Ferro Velho acelera ritmo e já soma 35 ações em dois meses na Capital
Equipes da polícia durante fiscalização em estabelecimento de reciclagem na Capital. - Foto: PREFCG
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A força-tarefa para combater o furto de fios e cabos elétricos em Campo Grande iniciou 2026 com 35 operações nos dois primeiros meses, um aumento em relação ao ano anterior, que teve 116 ações. A iniciativa, coordenada pela Guarda Civil Metropolitana e apoiada por diversos órgãos, intensifica a fiscalização em estabelecimentos que compram materiais recicláveis, visando coibir a comercialização ilegal. Os furtos prejudicam serviços essenciais, como energia e comunicação, e a participação da população é fundamental para o sucesso das operações.

A força-tarefa criada para combater o furto e a receptação de fios e cabos elétricos em Campo Grande começou 2026 em ritmo acelerado. Somente nos dois primeiros meses do ano, a Operação Ferro Velho contabilizou 35 ações em diferentes regiões da cidade, número que representa quase um terço de todas as investidas realizadas ao longo de 2025.

No ano passado inteiro, foram 116 operações específicas dentro da estratégia. O comparativo revela uma intensificação clara das atividades já no início deste ano, com média mensal superior à registrada anteriormente.

A iniciativa é coordenada pela Guarda Civil Metropolitana e integra o planejamento da Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social, que tem reforçado as fiscalizações em estabelecimentos que atuam na compra e venda de materiais recicláveis, especialmente cobre.

Ritmo operacional mais intenso

Além das 35 operações realizadas entre janeiro e fevereiro, dez pessoas foram abordadas durante as ações neste começo de ano. Em 2025, ao longo de 12 meses, 134 pessoas passaram por abordagem sob fundada suspeita, sendo que nove acabaram encaminhadas ou detidas.

Os dados mostram não apenas continuidade, mas aumento da presença das equipes nas ruas e nos pontos considerados estratégicos para coibir a comercialização de materiais sem procedência comprovada.

Durante o ano passado, as equipes apreenderam cerca de 1.252 quilos de cobre de origem não comprovada. Também foram recolhidas duas armas brancas, uma arma de fogo, dois aparelhos celulares da marca Xiaomi, 17 metros de cabo de cobre, 10 metros de fio de telefonia, 20 hidrômetros e até uma placa de trânsito com sinalização de parada obrigatória.

Os números reforçam o impacto do mercado ilegal de metais, que vai além do prejuízo financeiro e atinge diretamente a infraestrutura urbana.

Impactos que vão além do prejuízo financeiro

O furto de cabos e fios elétricos provoca consequências imediatas para a população. Interrupções no fornecimento de energia, falhas na iluminação pública e instabilidade em serviços de telefonia e internet são alguns dos reflexos mais comuns.

Há ainda riscos à segurança, tanto para quem pratica o crime quanto para moradores e motoristas que circulam por áreas afetadas. A retirada irregular de estruturas pode comprometer postes, sinalizações e sistemas essenciais para o funcionamento da cidade.

Segundo o secretário especial de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga, as ações seguem protocolos permanentes e vêm sendo reforçadas justamente para reduzir esses impactos. A estratégia combina fiscalização, abordagem e verificação documental nos estabelecimentos do setor.

Estrutura mobilizada nas operações

As ações contam com um efetivo de 36 guardas civis metropolitanos, apoiados por nove viaturas de quatro rodas e dez motocicletas. A mobilização permite que as equipes atuem de forma simultânea em diferentes regiões da Capital.

Em uma das etapas recentes, 13 estabelecimentos foram vistoriados. Durante as fiscalizações, são analisadas notas fiscais, origem dos materiais armazenados e regularidade do funcionamento dos comércios.

A Operação Ferro Velho ocorre nas sete regiões urbanas de Campo Grande, com foco especial em áreas onde há maior incidência de ocorrências relacionadas ao furto de cabos.

Trabalho integrado

A força-tarefa é realizada em conjunto com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, além de secretarias municipais responsáveis por meio ambiente, saúde, finanças e planejamento.

Também participam órgãos de vigilância sanitária e concessionárias de serviços essenciais, como energia elétrica, telefonia e internet. A atuação integrada permite cruzar informações, identificar irregularidades administrativas e ampliar o alcance das medidas adotadas.

A estratégia busca atingir não apenas quem pratica o furto, mas também o elo seguinte da cadeia criminosa: a receptação. Ao dificultar a comercialização de materiais sem procedência, o poder público aposta na redução do estímulo econômico ao crime.

Participação da população

A colaboração da comunidade é considerada fundamental para o sucesso da operação. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 153, disponível 24 horas por dia, ou pelo aplicativo 153 Cidadão.

O sigilo é garantido, e as informações repassadas auxiliam no direcionamento das equipes para pontos suspeitos.

Com a intensificação registrada já nos primeiros meses de 2026, a expectativa da Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social é manter o ritmo das fiscalizações ao longo do ano, ampliando o cerco ao comércio irregular de cobre e outros metais e reduzindo os impactos causados pelos furtos na rotina da Capital.


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